Índia e Brasil devem ser ouvidos, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff defendeu ontem que Brasil e Índia precisam ser mais ouvidos sobre as questões da economia global. "Temos nossa palavra a dizer no enfrentamento da grave crise econômico-financeira que ainda provoca preocupação pelo impacto que tem sobre as perspectivas de crescimento", afirmou a presidente durante discurso na Universidade de Nova Délhi.

TÂNIA MONTEIRO , ENVIADA ESPECIAL / NOVA DÉLHI , O Estado de S.Paulo

29 de março de 2012 | 03h06

Dilma, que foi homenageada com o título de doutora honoris causa, salientou que o "peso" das economias brasileira e indiana reforça a credibilidade dos dois países nessas discussões.

A presidente participa hoje do início da 4.ª cúpula dos Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. A crise internacional será um dos temas debatidos durante o encontro.

Depois da solenidade, Dilma teve um encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. A criação de um banco de fomento para os cinco países que compõem o grupo voltou a ser o tema das conversas. Zuma voltou a insistir que a instituição será importante para que as cinco economias não dependam de financiamentos apenas de organismos internacionais.

Dilma concordou com o colega sul-africano, mas o governo brasileiro não acredita que a instituição sairá do papel no curto prazo. A expectativa é de que o comunicado final do encontro indique apenas a criação de um grupo de trabalho que irá discutir como implantar o novo banco de fomento.

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