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Índia e Irã procuram resolver impasse sobre pagamentos de óleo

Representantes dos bancos centrais da Índia e do Irã iam se reunir na sexta-feira para tentar manter o comércio de petróleo entre os dois países em funcionamento. Nova Délhi quer alinhar suas necessidades energéticas com os interesses diplomáticos globais.

NIDHI VERMA E C.J. KUNCHERIA, REUTERS

31 de dezembro de 2010 | 12h06

Autoridades e corretores de ações da Índia tinham esperanças de que fosse resolvido em pouco tempo a disputa sobre pagamentos, que corre o risco de atrapalhar 13 por cento das importações de petróleo indianas e obrigar as refinarias a buscar fontes alternativas e caras de óleo cru.

A Índia compra 400 mil barris por dia de cru iraniano, enviando aproximadamente 12 bilhões de dólares por ano a Teerã via o sistema de câmara de compensação Asian Clearing Union, criado nos anos 1970 por bancos centrais do sul da Ásia e do Irã para ajudar a compensar os pagamentos feitos entre os dois países.

Reserve Bank of India (RBI) disse na semana passada que os pagamentos de petróleo feitos ao Irã não podem mais ser realizados por meio de um sistema de câmara de compensação que há anos é administrado pelos bancos centrais regionais, e Teerã se negou a vender petróleo fora do sistema antigo. Esta semana o RSI estendeu a iniciativa de modo a aplicar-se a todas as transações em conta corrente.

"Temos grandes esperanças de que esse impasse seja resolvido em breve, já que empresas indianas recebem fornecimentos de óleo cru semanais do Irã", disse à Reuters B. Mukherjee, diretor financeiro da estatal Hindustan Petroleum Corporation.

Entre outros importadores de óleo cru iraniano estão as estatais Indian Oil Corporation e Mangalore Refinery and Petrochemicals, além da empresa privada Essar Oil.

A reunião estava prevista para acontecer na sede do RBI em Mumbai, a capital financeira da Índia.

A Casa Branca, que quer que os governos parem de ter relações comerciais com o Irã devido ao programa nuclear desse país, elogiou a iniciativa da Índia, que aconteceu menos de dois meses após a viagem do presidente Barack Obama à Índia, onde ele prometeu ajudar a reforçar o papel global de Nova Délhi.

As sanções impostas ao Irã pela ONU não se aplicam às vendas de óleo.

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