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Índia quer acordo entre emergentes mesmo sem Doha

"Se os países ricos não nos deixam avançar na OMC rumo a um acordo, não vamos esperar nem perder tempo. Avançaremos nos esforços de integração"

Jamil Chade, do Estadão

12 de julho de 2007 | 17h28

A Índia não quer esperar por um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC) para reduzir as barreiras comerciais com o Brasil e a África do Sul. Em declarações ao Estado, o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, defendeu a ampliação dos acordos entre os três países e mesmo com outros países emergentes. "Se os países ricos não nos deixam avançar na OMC rumo a um acordo, não vamos esperar nem perder tempo. Avançaremos nos esforços de integração entre nós mesmos", afirmou Nath.No dia 15, o chanceler brasileiro Celso Amorim irá até Nova Délhi para a reunião com os indianos e com a África do Sul. A reunião, ainda que tenha caráter político, será também usada para debater como conseguir uma maior integração entre os países que formam o grupo chamado IBAS (Índia - Brasil - África do Sul). "Vamos discutir como estabelecer um melhor ambiente de comércio entre os nossos países", disse Nath.A OMC não consegue avançar nas negociações de um acordo comercial. Para diplomatas em Genebra, um obstáculo fundamental é a recusa dos Estados Unidos em reduzir seus subsídios. Já os americanos alegam que o problema é a rejeição de Brasil e Índia em abrirem seus mercados para os produtos industrializados. Em Nova Délhi, diplomatas querem ampliar o atual acordo comercial que já têm com o Mercosul. Mas, para isso, o Congresso brasileiro precisaria ratificar o entendimento que prevê cortes limitados de tarifas e inclui apenas parte do fluxo de comércio entre a Índia e o Mercosul.Apesar do obstáculo, Nath acredita que isso não será um problema para que uma nova fase do acordo possa ser debatida. "Temos confiança de que o acordo será ratificado", disse. Os indianos estariam dispostos a oferecer um corte de até 50% em algumas de suas tarifas de importação para bens industriais exportados pelo País. Hoje, o acordo fala em um corte de apenas 20%.O objetivo dos dois países é de passar de um comércio de US$ 2,5 bilhões hoje para mais de US$ 10 bilhões em poucos anos. Mas a vontade política dos indianos nem sempre é compartilhada por outros países emergentes de abrir seus mercados a outros mercados em desenvolvimento. Um exemplo é a dificuldade que Brasil e Índia têm em convencer os demais países pobres a entrarem nas negociações para reduzir as tarifas de importação. A iniciativa foi lançada em 2004, mas até hoje não conseguiu ter o consenso de todos os governos para que o acordo fosse estabelecido.

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