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Indiana Sahara negocia compra da MGM por US$ 2 bilhões

Segundo fonte, negociação ocorre enquanto os credores se preparam para tomar o estúdio no próximo mês

André Lachini, da Agência Estado,

20 de setembro de 2010 | 07h51

O conglomerado indiano Sahara India Pariwar está em negociações para adquirir o combalido estúdio norte-americano Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) por mais de US$ 2 bilhões, disse uma fonte familiarizada com o assunto. As discussões ocorrem enquanto os credores se preparam para tomar a MGM no próximo mês, como parte de um processo de concordata, e deixar a direção do estúdio à Spyglass Entertainment, co-chefiada por Gary Barber e Roger Birnbaum.

A MGM deve cerca de US$ 4 bilhões aos credores e recentemente obteve uma sétima suspensão do pagamento das dívidas para até o dia 29 de outubro, informa o Wall Street Journal.

A MGM não quis comentar as informações. Um representante da Sahara disse: "Mantemos discussões de interesse mútuo, mas é muito cedo para comentar o assunto".

Uma fonte que tem conhecimento das negociações alertou que elas estão em um estágio inicial e que a MGM e seus acionistas ainda não mostraram um interesse substancial em fazer um acordo com a Sahara.

A dívida da MGM está em grande parte sob o poder dos fundos de hedge, que adquiriram partes das obrigações do estúdio com os bancos por cerca de 60 centavos de dólar, correspondendo a cerca de US$ 2,4 bilhões. A Sahara precisaria superar esse valor para atrair um interesse substancial dos credores, que têm grande poder em dizer como a MGM é reestruturada.

Nos últimos meses, os credores da MGM trabalharam um acordo com a Spyglass. Barber e Birnbaum, da Spyglass, assinaram uma carta de intenções para gerir a MGM quando o estúdio deixar a concordata, disseram outras fontes familiarizadas com a questão.

A MGM detém os direitos sobre os filmes de James Bond. O estúdio se colocou à venda no ano passado, mas atraiu pouco interesse. A Time Warner Inc. fez uma oferta de US$ 1,5 bilhão pelo estúdio mas ela foi considerada muito baixa pelos credores. As informações são da Dow Jones.

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