Indicação de conselheiros divide minoritários da Petrobrás

Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec) se disse surpresa com a apresentaçãode dois nomes para vagas no conselho da estatal pelo Bradesco Asset Management (Bram)

Fernanda Nunes e Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2015 | 02h03

A apresentação de indicação própria pelo Bradesco Asset Management (Bram) para as duas vagas reservadas aos minoritários no conselho de administração da Petrobrás pegou de surpresa investidores estrangeiros e brasileiros reunidos na Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec). O grupo já havia fechado consenso em dois nomes, na semana passada. A Amec e o braço de investimentos do Bradesco vão disputar os votos dos acionistas da estatal na assembleia marcada para o dia 29.

Segundo o vice-presidente da Amec, André Gordon, o Bram participou dos encontros nos quais foram escolhidos os nomes de indicação da Amec. "Não sei dizer por que o Bradesco se destacou dos demais. Poderia ter votado conosco ou indicado nomes para serem avaliados", disse.

Em nota, o Bram afirmou que "exerceu seu direito de indicar nomes" para o conselho da Petrobrás "por considerar importante para o processo de governança da empresa".

As indicações de Eduardo Bunker Gentil e Otávio Yazbek às vagas de representantes dos investidores donos de ações ordinárias e preferenciais, respectivamente, foi apresentada à Petrobrás na sexta-feira. Três dias antes, a Amec, por meio do gestor de recursos GTI, havia indicado os nomes de Walter Mendes de Oliveira Filho e Guilherme Affonso Ferreira.

A Amec disse ter sido procurada para intermediar a indicação da chapa proposta por um grupo de investidores da Petrobrás no Brasil e no exterior. A partir daí, buscou seus associados e outros interessados para reunir esforços em torno de nomes que garantam a continuidade do trabalho dos conselheiros que deixarão os cargos este mês: Mauro Cunha e José Monforte.

Nesta segunda-feira, o grupo de 14 fundos estrangeiros liderados pela gestora holandesa Robeco e pelos britânicos F&C e Hermes enviou à estatal uma carta reforçando seu apoio a Oliveira Filho e Affonso Ferreira. O documento foi encaminhado ao Bram, numa tentativa de negociar a adesão aos candidatos. "Todos queremos a mesma coisa: melhorar a governança e recuperar o valor de mercado da Petrobrás", disse Daniela da Costa-Bulthius, administradora de portfólio da Robeco.

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