Indicação de ex-BB para Fazenda é bem recebida pelo Banco Central

Caffarelli terá papel importante na modelagem das concessões de ferrovias

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

06 de fevereiro de 2014 | 21h07

A nomeação de Paulo Rogério Caffarelli como novo secretário executivo do Ministério da Fazenda começou a produzir efeitos positivos dentro do governo. Indicado para ser o número dois de Guido Mantega no ministério, a escolha de Caffarelli foi muito bem recebida dentro do Banco Central. Caffarelli é visto no BC como um servidor com muito conhecimento do setor público e privado.

Caffarelli e Mantega tiveram a primeira reunião de trabalho nesta quinta-feira, 6. Ainda não há data para Caffarelli assumir o cargo, mas a indicação do executivo do BB foi bem acolhida pelo corpo técnico da Fazenda, inclusive do Tesouro Nacional, devido ao mesmo perfil destacado por fontes do BC.

À frente da Secretaria Executiva, ele terá um papel importante na modelagem das concessões de ferrovias, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Como vice-presidente do BB, Caffarelli estava envolvido intensamente na definição das regras de financiamento dos empréstimos para as empresas vencedoras dos leilões, uma das razões que o aproximaram de Mantega.

A aproximação de Caffarelli com o ministro começou em 2008, quando foi discutida a estratégia dos bancos públicos em resposta aos efeitos da crise internacional. O BB teve papel importante no aumento da oferta de crédito.

Segundo apurou o Estado, Caffarelli recebeu também a missão de reforçar a interlocução com o setor privado de forma geral e também com o mercado financeiro, áreas em que já atuava no BB. É esperada uma maior presença da Secretaria Executiva nessa tarefa, completando uma equação que facilite o ambiente para a atração dos investidores para as concessões e reversão do clima de desconfiança com a economia.

 

As concessões continuam sendo a aposta do governo para afastar o mau humor dos investidores com o País, que se intensificou nesse início do ano. Nessa área, Caffarelli fará dobradinha com o secretário de Acompanhamento Econômico, Pablo Oliveira, que também intensificou contatos com investidores internacionais.

Desfalque. Considerado executivo extremamente habilidoso, ele completa o time desfalcado do ministro, desde que Nelson Barbosa deixou o governo em junho. Faltando menos de um ano para o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff, não se espera que ele ocupe o papel de formulador de política econômica que era ocupado por Barbosa. A escolha de Caffarelli também desafoga o secretário executivo-adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, para ampliar a interlocução da área econômica com o Congresso Nacional.

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