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Indicações são de que PIB baterá no fundo do poço no 2º trimestre

As previsões de que a economia chegaria ao fundo do poço do atual ciclo de baixa no segundo trimestre estão até aqui se confirmando. A variação do IBC-Br, indicador mensal de atividade econômica, calculado pelo Banco Central e divulgado ontem, apontou em abril a descida de mais um degrau rumo ao piso.

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2015 | 02h01

Mesmo com a revisão para pior do número de março, os índices de abril, bem acima do projetado pelos analistas, mostraram novo enfraquecimento dos negócios. A queda refletiu os números negativos da indústria, do chamado varejo ampliado, que inclui a venda de veículos e de materiais de construção, e da receita nominal dos serviços. Na contramão da maior parte dos setores de produção, a indústria extrativa mineral apresentou alta.

Por qualquer métrica, a curva da atividade econômica afundou mais um pouco no quarto mês do ano. No acumulado em 12 meses, a economia recuou 1,3%, acelerando o ritmo de queda em relação ao encolhimento de 1,24% registrado em março, na mesma comparação.

Também quando se toma a média móvel trimestral, uma medida que aproxima melhor o IBC-Br do PIB, o que se observa não é diferente. O recuo, no trimestre encerrado em abril sobre os três meses anteriores, foi de 1,01% ante perda de 0,9%, no acumulado dos três meses encerrados em março. No primeiro quadrimestre de 2015, o IBC-Br acumulou contração de 2,3%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Indicadores já conhecidos de maio indicam que a curva da atividade econômica, no mês passado, continuou em trajetória descendente. Os analistas listam números fracos da expedição de papelão ondulado, da movimentação de caminhões nas estradas, da produção de veículos entre os fatores que alimentam a expectativa de mais uma contração em maio.

Com estoques altos na indústria, baixos índices de confiança e nítida piora no mercado de trabalho, foram reforçadas as estimativas de queda do PIB, no segundo trimestre, ainda mais forte do que a registrada nos primeiros três meses do ano, quando a economia apresentou retração de 0,2% sobre o trimestre anterior. Projeções atualizadas apontam para recuo nas vizinhanças de 1%, no período abril-junho.

Sustentadas pelos números fracos de abril e as expectativas ruins de maio, as projeções para a variação do PIB em 2015 passaram por nova revisão para baixo. Mesmo prevendo ritmo mais estável no segundo semestre, são raros, agora, os que ainda apostam numa contração econômica inferior a 1,5% em 2015.

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