Indicador Antecedente acende luz amarela, aponta FGV

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE), lançado nesta quarta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), em parceria com o instituto de pesquisas independente norte-americano The Conference Board, acende uma luz amarela para a economia brasileira.

VINICIUS NEDER, Agencia Estado

17 de julho de 2013 | 12h52

No entanto, segundo Paulo Picchetti, pesquisador do Ibre/FGV e professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP-FGV), depois de duas quedas no IACE frente aos meses imediatamente anteriores, ainda não é possível dizer que uma contração está a caminho. O IACE recuou 0,6% em junho, após queda de 1,2% em maio, informou o Ibre/FGV.

Após destacar que o IACE também apresenta queda nas médias móveis de seis meses, Picchetti evitou cravar uma recessão. "Vem aí uma contração? Por enquanto, a gente acredita que não. Agora, o papel desse indicador é acender uma luz amarela e essa luz acendeu. No mínimo, haverá uma desaceleração da economia brasileira", afirmou Picchetti.

Por outro lado, o pesquisador do Ibre/FGV destacou que não há condições, nos indicadores antecedentes, para uma retomada da economia. Por fim, Picchetti lembrou que os ciclos econômicos são difíceis de prever, porque não tem periodicidade fixa, e, por isso, a queda no IACE pode não se traduzir numa contração.

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