Indicador antecedente da economia acende luz amarela, diz FGV

Novo índice da FGV e Conference Board, que pretende antecipar os movimentos da economia, recuou em junho e maio

Agência Estado

17 de julho de 2013 | 11h37

RIO - O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE), lançado nesta quarta-feira, 16, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em parceria com o instituto de pesquisas independente norte-americano The Conference Board, acende uma luz amarela para a economia brasileira.

No entanto, segundo Paulo Picchetti, pesquisador do Ibre/FGV e professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da FGV, depois de duas quedas no IACE frente aos meses imediatamente anteriores, ainda não é possível dizer que uma contração está a caminho. O IACE recuou 0,6% em junho, após queda de 1,2% em maio e estabilidade em abril.

Após destacar que o IACE também apresenta queda nas médias móveis de seis meses, Picchetti evitou cravar uma recessão. "Vem aí uma contração? Por enquanto, a gente acredita que não. Agora, o papel desse indicador é acender uma luz amarela e essa luz acendeu. No mínimo, haverá uma desaceleração da economia brasileira", afirmou Picchetti.

Por outro lado, o pesquisador do Ibre/FGV destacou que não há condições, nos indicadores antecedentes, para uma retomada da economia. Por fim, Picchetti lembrou que os ciclos econômicos são difíceis de prever, porque não tem periodicidade fixa, e, por isso, a queda no IACE pode não se traduzir numa contração.

Ataman Ozyildirim, economista do The Conference Board, ressalta, em nota, que "o IACE para o Brasil vem se movendo lateralmente em relação ao ano passado, embora os mercados financeiros assim como as expectativas dos consumidores o pressionem para baixo".

"O IACE aponta para uma lenta atividade econômica no restante de 2013. O enfraquecimento do IACE está em linha com o enfraquecimento dos principais indicadores na China e na Índia. A última queda do IACE em 2,3 pontos percentuais ao longo de um período de seis meses foi em agosto de 2011, em meio a um cenário de desaceleração econômica", completa Ozyildirim.

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, também elaborado pelo Ibre/FGV e pelo The Conference Board e que mede as condições econômicas atuais, aumentou 0,2% em junho, atingindo a marca de 128,7 pontos, depois de uma queda de 0,5 % em maio e de crescimento de 0,8% em abril, segundo estimativas preliminares. Quatro dos seis componentes contribuíram positivamente para o índice em junho.

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