Indicador antecedente da FGV tem 4ª redução seguida

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo The Conference Board, recuou 1,8% em julho, para a marca de 124,6 pontos. O resultado de julho vem depois das quedas de 0,4% em junho e de 0,9% em maio.

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

15 de agosto de 2013 | 15h13

O objetivo do indicador é antecipar a direção da economia brasileira no curto prazo. Dos oito componentes analisados para a composição do IACE, apenas dois contribuíram positivamente em julho: o Índice Bovespa e a taxa de swap DI prefixada para 360 dias.

Em nota, o economista Paulo Picchetti, do Ibre, avalia que esta é a quarta redução consecutiva do indicador, mas a "magnitude do declínio até o momento sugere ser mais provável um cenário de desaceleração do que de recessão".

"A piora das expectativas de consumidores e empresários, associada às opções limitadas de estímulo econômico, sugerem que a probabilidade de a economia brasileira recuperar a dinâmica de crescimento está mais condicionada a fatores favoráveis no cenário internacional do que a fatores internos", disse Picchetti no comunicado.

Ataman Ozyildirim, economista do The Conference Board, aponta que o IACE para o Brasil diminuiu em cinco dos últimos seis meses. De acordo com ele, é uma consequência "do enfraquecimento dos mercados financeiros e da erosão das expectativas na indústria, nos serviços e dos consumidores".

"As fragilidades generalizadas e persistentes percebidas nas apurações do IACE e no ICCE indicam que o ritmo da atividade econômica brasileira deve desacelerar ainda mais nos próximos meses", aponta Ozyildirim, também em nota.

Coincidente

O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que mede as condições econômicas atuais e a intensidade da atividade econômica em bases mensais, subiu 0,1% em julho, atingindo a marca de 128,9 pontos.

O resultado vem depois de um avanço de 0,3% em junho e uma queda de 0,5% em maio, segundo estimativas preliminares. Dos seis componentes analisados, cinco contribuíram positivamente para o índice em julho.

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