Reprodução/Google Street View
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Indicador de Incerteza sobe em junho ante maio, diz FGV

Nota oficial cita "persistência inflacionária" e "piora das condições fiscais" como fatores que pesaram no índice

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2022 | 11h28

RIO - O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) subiu 0,5 ponto na passagem de maio para junho, para 116,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

"O indicador de Incerteza sobe em junho, mantendo-se em patamar moderadamente elevado, 1,4 ponto acima da elevada média de 115 pontos observada entre julho de 2015 e fevereiro de 2020, último mês antes do impacto da pandemia de covid-19. Contribuem para o resultado a piora do cenário fiscal, que voltou a ser destaque na economia, a inflação persistente e disseminada no Brasil e no mundo, as incertezas em relação ao crescimento mundial e a proximidade das eleições presidenciais”, avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial. 

O IIE-Br é formado por dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, que é construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.

O componente de Mídia subiu 0,6 ponto em junho, para 114,7 pontos, contribuindo com 0,5 onto para o IIE-Br do mês. O componente de Expectativas ficou estável em 116,4 pontos.

"Ao longo de junho, o IIE-Br mídia chegou a desacelerar, refletindo a divulgação de resultados de atividade econômica superiores ao esperado. Mas a persistência inflacionária e a piora das condições fiscais levantaram dúvidas quanto à continuidade dos resultados positivos para os próximos meses. Diante do cenário desafiador para a conjuntura doméstica e internacional, o indicador deve continuar a oscilar em patamar elevado nos próximos meses", completou Gouveia.

A FGV alerta que os resultados do IIE-Br de junho estão sujeitos a revisão, "uma vez que a greve dos colaboradores do Banco Central afetou o fornecimento de informações necessárias ao fechamento do componente de Expectativas, com peso de 20% no IIE-Br".

"O IIE-Br Expectativas de junho repete o valor de maio, considerando as informações obtidas até 29/04/22, as últimas disponíveis no dia de fechamento do IIE-Br deste mês (em 29/06/22)", ressaltou a FGV.

A coleta do Indicador de Incerteza da Economia brasileira é realizada entre o dia 26 do mês anterior ao dia 25 do mês de referência.

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