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Indicadores aumentam preocupação com deflação

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou a sua decisão histórica de praticamente zerar a taxa básica de juros dos Estados Unidos no mesmo dia em que se divulgava que os preços ao consumidor no país em novembro caíram 1,7% - a maior queda mensal desde 1947 ou de 1932, dependendo do critério (ajustado sazonalmente ou não). O número aumentou a preocupação sobre uma espiral deflacionária, a situação em que, com uma economia quase parada, o valor real das dívidas cresce, aprofundando a recessão. O recuo no índice de inflação ao consumidor deveu-se basicamente à queda nos preços de energia e alimentos, que não é vista como preocupante. Mas o núcleo que exclui esses itens mostrou inflação zero, o que contribuiu para manter o temor de deflação. Mais dados negativos sobre o setor residencial foram divulgados ontem, com os números de início de construção de casas caindo 18,9% em novembro, para um nível anualizado que é o menor desde 1959.CENÁRIOO presidente eleito Barack Obama disse ontem que "a munição tradicional do Fed está se esgotando" para combater a recessão, referindo-se às taxas de juros quase zeradas. Em entrevista, Obama declarou que, embora o Fed tenha instrumentos para estimular a economia, outras áreas do governo precisam "se apresentar". Obama repetiu que sua equipe está preparando um plano de recuperação para criar empregos e estimular a demanda, mas não ofereceu novos detalhes. Ele disse que sua administração terá de lidar com uma grande quantidade de alavancagem no setor financeiro, a falta de uma regulamentação financeira e um mercado de moradia no fundo do poço. "Estamos atravessando o pior momento econômico desde a Grande Depressão." COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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