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Indicadores dos EUA animam bolsas

Dados divulgados do comércio e do mercado de trabalho surpreendem e superam as expectativas dos analistas

Agências Internacionais, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

29 de maio de 2009 | 00h00

Dados da economia dos Estados Unidos divulgados ontem mostram indícios de que a crise pode ter reduzido o ritmo de avanço, o que animou os investidores das bolsas de valores. Números do mercado de trabalho e do comércio superaram as expectativas dos analistas. As vendas de imóveis também reagiram, mas abaixo do esperado. Os indicadores colaboraram para um dia de bom humor em Wall Street ontem. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou o pregão em alta de 1,25%, o S&P-500 avançou 1,54% e o índice Nasdaq subiu 1,20%. A alta foi puxada pelas ações de empresas ligadas ao setor de energia.A surpresa saiu do Departamento de Comércio americano. Dados das encomendas de bens duráveis mostraram uma alta inesperada de 1,9% em abril, para o nível sazonalmente ajustado de US$ 161,45 bilhões. A expectativa dos analistas era de estabilidade. Em comparação com abril do ano passado, as encomendas caíram 27,3%. O desempenho de março, no entanto, foi revisado para baixo. As encomendas caíram 2,1%. A queda originalmente reportada havia sido de 0,8%. O aumento de abril ocorreu, em parte, por causa da recuperação na demanda por automóveis. As encomendas por veículos e peças aumentaram 2,7% no mês, depois de registrarem queda de 0,5% em março e de 0,4% em fevereiro. Na comparação com abril do ano passado, caíram 31%. O segmento está dentro do setor de transportes, no qual, como um todo, a demanda por bens duráveis cedeu 5,4% em abril, após permanecer estável em março. As encomendas de aeronaves espaciais caíram 6,8% e as encomendas por aeronaves militares recuaram 1%. Excluindo o setor de transporte, as encomendas de bens duráveis subiram 0,8%, depois de queda de 2,7% em março. Já os estoques de bens duráveis caíram 0,8% em abril. Notícias do mercado de trabalho também surpreenderam. O número de trabalhadores americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 13 mil na semana encerrada no sábado passado (dia 23), após ajustes sazonais, para 623 mil, informou o Departamento de Trabalho dos EUA. Economistas esperavam queda de 6 mil. O dado da semana anterior, no entanto, foi revisado para cima, para 636 mil.Apesar do recuo, essa é a 17ª semana consecutiva em que o número de pedido de auxílios atinge um recorde. A taxa de desemprego referente aos trabalhadores com direito ao benefício e que estão recebendo o auxílio-desemprego atingiu 5,1%, a maior taxa desde dezembro de 1982, subindo de 5% na semana anterior.IMÓVEISAs vendas de imóveis residenciais novos nos Estados Unidos cresceram 0,3% em abril ante março, para uma taxa anual sazonalmente ajustada de 352 mil, segundo o Departamento de Comércio. Economistas esperavam, em média, um aumento de 2,5% no dado, para 365 mil imóveis. Na comparação com abril do ano passado, as vendas diminuíram 34%.Além disso, o dado de março foi revisado para uma queda de 3% ante fevereiro. O recuo divulgado anteriormente havia sido de 0,6%. A mediana dos preços de imóveis novos caiu em 14,9% em abril ante igual mês do ano passado, para US$ 209,7 mil. A média dos preços recuou 19,2%, para US$ 254 mil.

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