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Indicadores dos EUA e da UE derrubam bolsas

Os investidores receberam um choque de realidade sobre a recuperação da economia mundial após a divulgação da revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e do índice de confiança do consumidor na zona do euro.

FÁBIO ALVES, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h11

O otimismo que estava sustentando semanas de valorização das ações em vários países deu lugar à preocupação, e o resultado foi uma onda de venda de papéis nas bolsas da Europa, Estados Unidos e Brasil. O pior é que a correção de preços nos mercados acionários vai continuar, segundo analistas internacionais.

As bolsas europeias fecharam em forte queda. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão com baixa de 1,27%, Na Itália, o FTSE MIB recuou 3,3%, com o fechamento mais baixo desde o fim de janeiro. Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,87%. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 1,77%, Em Londres, a queda do índice FTSE foi de 1,15%. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, teve baixa de 1,43%, e em Portugal o índice PSI 20 recuou 1,27%.

Nos Estados Unidos, após recuar mais cedo, o índice Dow Jones fechou com alta de 0,15%, enquanto o Nasdaq caiu 0,31%.

Decepção. "O problema é que os investidores ainda não descontaram no preço das ações o cenário de desaceleração da economia global, especialmente na Ásia e na Europa, além de que a economia dos Estados Unidos não está tão forte como os investidores previam." Para ele, as bolsas deverão continuar em baixa, especialmente se os dados futuros sobre a economia e lucros das empresas decepcionarem.

Os investidores se decepcionaram ontem quando o Departamento do Comércio americano manteve inalterado o resultado do PIB dos EUA no quarto trimestre do ano passado em expansão de 3%, enquanto os economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam revisão para 3,2%. Em todo o ano passado, o PIB cresceu 1,7%, também igual ao resultado preliminar divulgado anteriormente.

O número aponta desaceleração em comparação com o crescimento de 3% em 2010. Mais cedo, a Comissão Europeia divulgou que o índice de sentimento econômico das empresas industriais e de construção da zona do euro caiu para 94,4 em março, de 94,5 em fevereiro, no primeiro declínio desde dezembro.

Ao longo desta semana, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, já havia advertido os investidores, que, segundo ele, estavam demasiadamente otimistas em relação à recuperação econômica nos Estados Unidos, o que vinha alimentando a alta nos preços de ações e outros ativos.

Segundo ele, em entrevista à rede de TV americana ABC na terça-feira, a economia americana ainda não está no caminho de uma recuperação total. "Ainda é, de longe, muito cedo para declararmos vitória", disse Bernanke.

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