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Indicadores reforçam baixo crescimento, diz FGV

Os Indicadores de Ciclo da Economia Brasileira, divulgados na manhã desta segunda-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) e pelo Conference Board, confirmam que o nível de crescimento do Brasil continua baixo. "Não é um cenário confortável do ponto de vista da atividade", avaliou o economista Paulo Picchetti, do Ibre/FGV.

LUÍS LIMA, Agencia Estado

17 de março de 2014 | 13h09

Segundo ele, o fato de o Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) - que pretende antecipar o cenário no curto prazo - ter caído pelo segundo mês seguido faz acender um "sinal amarelo". Para o economista, houve uma piora em relação às expectativas por conta de fatores como a questão climática, e o risco de um racionamento de energia no País, além do impacto do preço dos alimentos.

Outros motivos que refletem a deterioração das expectativas, para Picchetti, é a mudança do padrão de crescimento da China, no campo externo, e a perspectiva de futuras altas de juros, no âmbito interno. "Além disso, há a preocupação em relação à meta fiscal, o que pode fazer com que a política deixe de ser expansionista", acrescentou.

Em comunicado à imprensa, Jing Sima, economista do Conference Board, ressaltou que a queda do Iace em fevereiro fez a média móvel semestral do indicador retornar ao terreno negativo. "Apesar da melhora acentuada do PIB do Brasil no quarto trimestre, a fraqueza persistente nos resultados do Iace sugere uma improvável manutenção daquele ritmo de crescimento (do PIB) durante o primeiro semestre deste ano", disse.

De acordo com Picchetti, o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mede as condições atuais e subiu 0,1% em fevereiro, corrobora a avaliação de que, embora não haja risco iminente de recessão, a atividade continua avançando em ritmo moderado.

Componentes

Picchetti comentou o comportamento dos itens que compõem o Indicador Antecedente Composto da Economia. Em fevereiro, sete dos oito componentes contribuíram negativamente para o comportamento do índice: desempenho da Bovespa, Sondagem da Indústria, Sondagem de Serviços, Sondagem do Consumidor, taxa de juros, variação de termos de troca e a produção bens de consumo duráveis.

Apenas o item volume de exportações contribuiu positivamente. Neste acaso, ainda segundo Picchetti, a alta se deve a uma base de comparação fraca em relação a janeiro.

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