Índice acionário asiático cai por dúvidas sobre recuperação

O índice que reúne bolsas da Ásia operava em queda nesta quinta-feira, pressionado por dúvidas sobre o ritmo da recuperação econômica. Enquanto isso, a rúpia na Indonésia e na Índia caíram depois da decisão do Brasil de taxar ADRs, o que gerou preocupações sobre mais medidas governamentais para contenção de fluxos de capitais.

KEVIN YAO E KEVIN PLUMBERG, REUTERS

19 de novembro de 2009 | 07h58

Depois de valorização de quase 70 por cento nas bolsas da Ásia até agora neste ano, investidores estão propensos a realizar lucros antes do fim do ano.

O cenário também era afetado por dados de construção de moradias nos Estados Unidos, que em outubro ficaram no menor patamar em seis meses, e por notícia nessa semana que o maior banco do Japão, o Mitsubishi UFJ Financial Group, vai ter de levantar 11 bilhões de dólares em novas ações para cumprir requerimentos mais exigentes de capital.

"Com aumentos de capital, valorização do iene e política, existem três motivos para aborrecimento", afirmou Tomomi Yamashita, gerente de fundos do Shinkin Asset Management.

O índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão perdia 0,6 por cento às 7h49 (horário de Brasília), a 411 pontos, mas ainda segue perto do maior patamar em 15 meses alcançado na terça-feira.

Temores do mercado sobre possíveis medidas para contenção de fluxos de capitais pela Indonésia acabaram perdendo força depois que o banco central do país minimizou ainda na quarta-feira a ameaça de imposição de controles imediatos, mas a confiança dos investidores foi afetada pela decisão do Brasil.

Taiwan proibiu investidores estrangeiros de investir em depósitos à vista e a Coréia do Sul anunciou medidas nesta quinta-feira para aumentar controles sobre a liquidez da moeda para tornar o sistema bancário menos vulnerável à fuga de capitais.

Mas analistas acreditam que a maior parte dos países da Ásia vai evitar medidas duras para controlarem fluxos de dinheiro. Apesar disso, a avaliação é que calafrios nos mercados podem continuar.

"Poucas coisas assustam mais um investidor estrangeiro que pensar que as regras poderão mudar depois que investiram e que não poderão acessar seus recursos facilmente", disse Sean Callow, estrategista do Westpac.

A bolsa de SEUL subiu 1,03 por cento, TÓQUIO recuou 1,32 por cento e HONG KONG perdeu 0,86 por cento. XANGAI avançou 0,53 por cento, TAIWAN teve ligeira queda de 0,09 por cento e CINGAPURA encerrou com alta de 0,5 por cento. SYDNEY fechou valorizada em 0,22 por cento.

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