Índice aponta deflação de 0,15% para classe média paulistana

O Índice de Custo de Vida da Classe Média Paulistana (ICVM) ficou negativo em agosto em 0,15%, segundo a Ordem dos Economistas do Brasil. A queda foi menos expressiva que a de junho, quando os preços foram diminuídos em 0,55%. Isso ocorreu porque, dos sete grupos de produtos e serviços que compõem o índice, quatro fecharam em alta. O grupo Saúde teve seus preços majorados, em média, em 1,06%, puxados pelos reajustes de 1,29% nos preços dos serviços médicos, de 1,73% nos planos de saúde e de 0,44% para os remédios e produtos farmacêuticos. No grupo Transportes, a alta foi de 0,67%. Na origem do aumento estão os preços do álcool combustível, que ficaram 2,26% mais caros; seguro automotivo (1,80%); e reparos nos veículos (1,32%). O grupo Educação apresentou alta 0,06%. "O resultado é conseqüência da alta de 0,50% no preço dos livros didáticos e de 0,45% no preço do material escolar", afirmam os técnicos da Ordem. Para completar a lista dos grupos que fecharam agosto no terreno positivo, o grupo Habitação registrou uma ligeira alta de 0,01%. Neste grupo, a alta significativa foi a da telefonia, de 5,19%. Entre as quedas, figuraram os grupos Despesas Pessoais (-0,01%), Vestuário (-0,22%) e Alimentação (-1,03%). Neste último grupo, os destaques ficaram por conta da batata (-12,78%), feijão (-3,21%), arroz (-1,94%), da carne bovina (-1,44%), suína (-2,04%) e leite (-1,47%). As altas vieram dos preços do café (3,35%) e das aves (1,65%).

Agencia Estado,

06 Setembro 2005 | 15h15

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