Índice cai, mas encerra acima da mínima em 8 meses

A alta dos bancos no final do pregão impediu que as bolsas europeias fechassem no menor nível em mais de oito meses nesta sexta-feira, embora a crise de dívida da zona do euro tenha enxugado a confiança dos investidores do mundo todo.

REUTERS

21 de maio de 2010 | 15h42

O FTSEurofirst 300, índice das principais ações da Europa, caiu 0,49 por cento, para encerrar em 970 pontos, após ter recuado cerca de 3 por cento, para 946 pontos -- a mínima desde o início de setembro.

"Nós ficamos imaginando se o pacote de resgate da zona do euro será suficiente, pois a Grécia tem muitos juros para pagar em uma base trimestral, com dúvidas sobre se o país pode pagar", disse Jeremy Batstone-Carr, estrategista da Charles Stanley.

As ações do setor bancário avançaram na Europa, induzidas pelo ganho dos bancos dos Estados Unidos um dia após o Senado do país ter aprovado um projeto de lei de reforma de Wall Street, encerrando meses de debates sobre a maior reforma de regulação financeira desde os anos 1930.

Banco Santander, BBVA e UniCredit ganharam entre 2,1 e 3,1 por cento.

Os produtores de gás e petróleo estavam entre os que mais perdiam, com as ações da gigante BP caindo 4,2 por cento após políticos norte-americanos terem acusado a companhia de esconder a verdadeira dimensão do derramamento de petróleo no Golfo do México.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,2 por cento, a 5.062 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,66 por cento, para 5.829 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,05 por cento, para 3.430 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,32 por cento, para 19.535 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 avançou 1,48 por cento, para 9.407 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 encerrou em alta de 1 por cento, para 6.820 pontos.

(Reportagem de Brian Gorman)

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