Índice da CNI mostra estabilidade em setembro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,6 ponto porcentual em setembro e voltou aos mesmos 63,4 pontos de julho, de acordo com dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na avaliação da entidade, o otimismo do setor manteve-se estável no terceiro trimestre, com desempenho 3,9 pontos acima da média histórica do indicador, que é de 59,5 pontos.

Eduardo Rodrigues / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

"O otimismo elevado sinaliza que os industriais continuarão investindo em suas empresas, comprando matéria-prima e contratando mão de obra. Ninguém está esperando uma paralisação desse crescimento", afirmou em nota o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

Dos 26 segmentos da indústria pesquisados pela CNI, 16 apontaram menor confiança em setembro. Os setores menos otimistas são os que representam as indústrias de madeira, metalurgia básica e couros. Já os que enxergam os melhores cenários para os próximos meses estão nos setores farmacêutico, de limpeza e perfumaria, e de equipamentos de transporte, todos com Icei superior a 67 pontos.

"A oscilação no trimestre variou dentro de um intervalo muito pequeno. Podemos falar em estabilidade, até porque o número de empresas pesquisada varia de um mês para outro", disse o economista da CNI, Marcelo Azevedo.

No mês, o indicador para as pequenas empresas caiu 0,3 ponto, enquanto tanto as médias quanto as grandes tiveram variação negativa de 0,7 ponto. Dentre as variáveis que compõem o Icei, a perspectiva em relação à economia nos próximos meses foi a que sofreu maior queda, passou de 63,3 pontos para 61,9 pontos. A pesquisa foi feita com 2.038 empresas.

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