Índice de Basileia dos bancos cai para 17,3% em junho

Indicador mede o quanto um banco pode emprestar no crédito sem comprometer seu capital 

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 09h52

O fim da regra que permitia aos bancos aumentar o patrimônio de referência com provisão adicional de crédito e o aumento das operações de crédito ajudaram a reduzir o Índice de Basileia (IB) médio dos bancos de 18,5% em dezembro de 2009 para 17,3% em junho de 2010. A informação consta do Relatório de Estabilidade Financeira de setembro de 2010, divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira, 23.

De acordo com o documento, "a dinâmica da estrutura de capital (dos bancos) não apresentou alterações relevantes no período, apesar da redução no IB". "De fato, 0,6 ponto porcentual desse recuo (do índice de Basileia) foi apenas reflexo da revogação da permissão para agregar a provisão adicional ao nível I do Patrimônio de Referência (PR). A variação restante teve origem predominante no maior requerimento de capital em razão do aumento nas operações de crédito", cita o documento.

Em relação ao crédito, o documento mostra que o total de operações cresceu 8,7% no primeiro semestre, em ritmo maior que a expansão de 7,9% observada no segundo semestre de 2009. O BC explica esse aumento de ritmo ao "maior dinamismo da atividade econômica, que tem impulsionado os investimentos e o consumo".

Por segmento, os empréstimos dos bancos públicos cresceram 12% no semestre, instituições privadas nacionais avançaram 8,3% e instituições estrangeiras tiveram alta de 3,7%. "Essas diferenças no ritmo de crescimento resultaram em aumento da participação relativa das instituições públicas de 1,1 ponto porcentual e na redução da participação das instituições privadas nacionais e estrangeiras de, respectivamente, 0,1 ponto e 1,0 ponto", cita o documento.

Se levarmos em conta todo o sistema financeiro, inclusive com os bancos de desenvolvimento, os estatais têm 43,7% do crédito e lideram o mercado. Em seguida, aparecem os privados nacionais (38,7%) e estrangeiros (17,6%).

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