Índice de cheques devolvidos cai 0,5% em janeiro

O índice de cheques devolvidos a cada mil compensados permaneceu praticamente estável no início do ano, segundo apontou a Serasa. O levantamento informa que em janeiro foram devolvidos 18,8 cheques a cada mil compensados. O dado equivale a uma pequena variação negativa de 0,5% em relação a dezembro de 2006, quando foram registrados 18,9 cheques devolvidos por mil compensados.Em comparação com janeiro do ano passado, a queda do índice foi ligeiramente maior: 1,05%. No primeiro mês de 2006, foram registrados 19 cheques devolvidos por insuficiência de fundos a cada mil compensados.Já em relação ao volume de cheques devolvidos por falta de fundos em janeiro (2,671 milhões) ante igual período do ano passado (2,994 milhões), a queda registrada foi de 10,8%. Os cheques compensados, no primeiro mês de 2007, foram 141,956 milhões e, em janeiro de 2006, foram 157,377 milhões, o que corresponde a uma queda de 9,8%.O Estado que apresentou melhor desempenho em janeiro de 2007 foi Pernambuco, com o menor índice de cheques devolvidos a cada mil compensados (14,4). O ranking é seguido por São Paulo (16,1), Santa Catarina (16,5) e Ceará (17,3).O Estado do Amapá registrou o maior índice no mês de janeiro: 80,7 cheques devolvidos a cada mil compensados. Também foram verificados altos índices de cheques devolvidos a cada mil compensados nos Estados de Roraima (72,0), Tocantins (53,2) e Acre (50,5).ConsideraçõesSegundo os analistas da Serasa, o número de cheques devolvidos por falta de fundos caiu em uma razão maior que a dos cheques compensados. "Isso evidencia uma melhoria na qualidade deste meio de pagamento e de financiamento (cheques pré-datados)", avaliam os analistas.Ainda de acordo com os analistas, a redução do volume de cheques devolvidos reflete o crescimento da massa real de rendimentos (número de ocupados por rendimento médio real), "sustentado pelo baixo índice de inflação e pela elevação da atividade econômica nacional durante o ano de 2006".Os analistas também consideram que a utilização do crédito para a quitação de dívidas, juntamente com a prática de melhores critérios e metodologias adequadas para o recebimento de cheques, podem possivelmente ter influenciado a queda da devolução.

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