Índice de cheques devolvidos sobe 11,2% até novembro

O índice de cheques devolvidos por falta de fundos no País apresentou alta de 11,2% entre janeiro e novembro de 2006 ante o mesmo período de 2005, conforme estudo divulgado nesta terça-feira pela Serasa. Até novembro do ano passado, foi compensado um total de 1,6 bilhão de cheques, sendo que 32,8 milhões voltaram por falta de fundos, o que correspondeu a um indicador de 20,9 cheques devolvidos a cada mil. No mesmo período de 2005, foram devolvidos 33,4 milhões de cheques de um total de 1,8 bilhão de compensados, o que resultou em um indicador de 18,8 cheques a cada mil.No levantamento do mês de novembro, o índice nacional atingiu a marca de 19,8 cheques devolvidos a cada mil compensados, o que representou aumento de 7,6% sobre outubro de 2006 e diminuição de 3,9% ante novembro de 2005.Entre as regiões brasileiras, a pesquisa da Serasa constatou que o Sudeste, com 17,3 cheques a cada mil compensados, voltou a apresentar o menor índice de cheques devolvidos em novembro. O maior indicador, de 42,9 a cada mil, foi verificado na região Norte, que foi seguida pelo Nordeste, com 29,5; Centro-Oeste, com 25,2; e Sul, com 18,5 a cada mil.Quanto aos Estados, São Paulo registrou o menor índice (16,2), seguido por Pernambuco (17,2), Santa Catarina (17,2), Minas Gerais (18,2) e Rio Grande do Sul (18,7). Na outra ponta do ranking, o Estado de Roraima liderou com 100,8 cheques a cada mil compensados, seguido por Amapá (72,9) e Tocantins (59,9). Rio de Janeiro e Distrito Federal ficaram na zona intermediária do ranking, com índices de 20,9 e de 26,6, respectivamente.AnáliseNa avaliação da Serasa, o movimento verificado no acumulado de 2006 refletiu a própria evolução do crédito, o acúmulo de compromissos por parte do consumidor e a concessão de crédito não adequada no recebimento de cheques pré-datados.Quanto ao aumento na devolução entre outubro e novembro do ano passado, os analistas da companhia destacaram o descompasso orçamentário por parte dos consumidores, influenciado pela alta de 8,5% nas vendas relativas ao Dia das Crianças, segundo apurou o Indicador Serasa do Nível de Atividade do Comércio para a data comemorativa.

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