Tiago Queiroz/Estadão - 23/11/2018
Tiago Queiroz/Estadão - 23/11/2018

Índice de Confiança do Empresário do Comércio cai 1,5% em abril

O resultado é menor que os 127,1 pontos do mês de março e a primeira queda do índice desde agosto do ano passado

Monica Ciarelli, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2019 | 11h30

RIO - O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou queda de 1,5% em abril ante março, ficando em 125,2 pontos.

O resultado, divulgado nesta sexta-feira, 3, ainda está acima da zona de satisfação (100 pontos), mas é menor que os 127,1 pontos do mês de março e a primeira queda do índice desde agosto do ano passado.

A retração foi puxada por subíndices: o índice de expectativa dos empresários (IEEC) caiu 2,3% em relação a março e a intenção de investimentos (IIEC) cedeu 1,9%. Já a expectativa dos empresários em relação à satisfação com as condições atuais (ICAEC) apresentou uma pequena melhora, de 0,4% em relação ao mesmo período do mês anterior.

Segundo a pesquisa, 58,2% dos varejistas veem a situação atual do comércio melhor que há um ano, indicando o maior grau de satisfação para meses de abril desde 2011, quando 61,1% se declararam satisfeitos com o ritmo das vendas.

"As vendas do comércio do início do ano apresentaram as maiores taxas de crescimento desde 2014, o que gerou expectativas positivas para 2019", avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros

"No entanto, a perda na força das vendas e o ritmo das medidas que poderiam dar sustentabilidade à retomada do crescimento, como a reforma da Previdência, vêm contribuindo para um cenário de cautela do empresário, o que se reflete na queda do ICEC", completou.

Outro fator de destaque no resultado da pesquisa da CNC é o mercado de trabalho, que, influenciado pela cautela nos investimentos, apresenta graus de informalidade e subutilização da força de trabalho em patamares significativamente elevados.

A pesquisa mostra ainda que um em cada quatro varejistas ainda vê estoques acima do adequado. Entre os entrevistados, 70,3% relataram disposição para contratar funcionários nos próximos meses, enquanto 47,4% têm planos de investir em novas lojas ou ampliação dos pontos de vendas atuais.

Com perspectiva de crescimento ligeiramente maior neste ano (+5,2%) em relação ao ritmo verificado em 2018 (+5,0%), a CNC projeta saldos positivos de 109 mil postos formais de trabalho no varejo e abertura líquida de 23,3 mil novos pontos de venda em 2019.

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