Índice de inflação que corrige aluguéis desacelera para 0,27% em fevereiro

IGP-M de janeiro havia sido de 0,76%, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas; variação acumulada em 12 meses é de 3,86%

Karla Spotorno, Maria Regina Silva, Agência Estado

26 Fevereiro 2015 | 08h45

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou de 0,76% em janeiro para 0,27% em fevereiro, divulgou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

O resultado do IGP-M de fevereiro ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, entre 0,18% e 0,40%, e pouco abaixo da mediana de 0,28%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M saiu de 0,56% em janeiro para -0,09% em fevereiro. Na mesma base de comparação, o IPC-M saiu de 1,35% para 1,14%. O INCC-M passou de 0,70% para 0,50%. 

A variação acumulada do IGP-M em 12 meses até fevereiro é de 3,86%. No ano de 2015, o indicador acumula alta de 1,04%.

Perspectiva. A desaceleração do IGP-M em fevereiro é pontual e os IGPs devem acelerar ao longo de março, avaliou o economista Étore Sanchez, da LCA Consultores. Segundo ele, a estimativa é que o IGP-M do terceiro mês deste ano avance para a faixa de 0,60%, assim como os demais IGPs do período. 

"O IPA, que é o grande protagonista, deve voltar a ganhar força e o IPC tende a pressionar mais por conta de energia, devido ao eventual reajuste extra, com a revisão tarifária extraordinária das distribuidoras, além do possível aumento das bandeiras tarifárias", explicou, ao referir-se ao Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) e ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Neste mês, os preços no atacado, medidos pelo IPA, tiveram deflação de 0,09%, depois da alta de 0,56% em janeiro. O recuo foi influenciado tanto pelo IPA Agropecuário, que cedeu 0,06% (ante alta de 1,35%), como pelo IPA Industrial, que teve queda de 0,10% (de alta de 0,26%). Já o IPC ficou em 1,14%, após 1,35%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). "A grande desaceleração vem do varejo, por causa do alívio em Alimentação e também devido à diluição dos reajustes recentes de tarifas de transporte público e de energia elétrica", explicou.

Dentro do IPA, Sanchez ressaltou a queda nos preços do grãos, como a da soja, de 6,39%, que ajudaram na deflação do dado. Segundo ele, os preços devem estar se normalizando e a tendência é que voltem a pressionar à frente. "As commodities agrícolas podem ter um pulso (subida forte) nas próximas leituras", estimou.

A taxa de 0,27% do IGP-M deste mês veio um pouco aquém do esperado pela LCA Consultores, que era de alta de 0,31%. O resultado também veio menor que a mediana das expectativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado (0,28%), obtida das expectativas do mercado, cujo intervalo ia de 0,18% a 0,40%. 

Mais conteúdo sobre:
igp-m,inflação,imoveis

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.