Índice de inflação semanal da FGV fica em 0,27%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da semana encerrada em 12 de agosto ficou em 0,27%, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo do esperado pelos analistas ouvidos pela Agência Estado (entre 0,40% a 0,58%). Na apuração anterior, referente à semana encerrada em 5 de agosto, o indicador apresentou alta de 0,42%. Segundo comunicado da FGV "nesta divulgação reiniciou-se o ciclo de desaceleração do IPC-S, interrompido basicamente pelo reajuste da telefonia fixa no início do mês de julho". A influência das tarifas de telefonia fixa foi assim diminuída, contribuindo para a redução da taxa do IPC-S. Ainda segundo a FGV, para as próximas divulgações, " mantendo-se tudo o mais constante, podemos esperar taxas menores para o IPC-S, visto que, retirando o efeito das tarifas sobre o grupo Habitação, já nesta edição teríamos uma taxa de inflação negativa". Dos sete grupos que formam o IPC-S três apresentaram desaceleração. É o caso de Habitação (que passou de 1,69% para 1,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,32%) e Educação e Leitura e Recreação (de 0,32% para 0,17%). Os outros quatro grupos apresentaram aceleração de preços, como Alimentação (que passou de 0,29% para 0,25%), Vestuário (que passou de -0,90% para -0,66%); Transportes (de 0,83% para 0,76%) e Despesas Diversas (de 1,27% para 1,39). Por produtos, as altas mais expressivas foram registradas nos preços de telefone residencial (6,85%), eletricidade residencial (2,28%) e cervejas (4,35%). Por regiões, foram registradas desacelerações de preços em nove das 12 capitais pesquisadas. A taxa máxima, de 1,11%, continuou sendo apurada em Curitiba. Já a mínima, de 0,08%, foi registrada no Rio de Janeiro.

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