Índice de Medo do Desemprego da CNI cresce 3,3%

No entanto, o patamar histórico é baixo; medição está 4,6% inferior à registrada em junho do ano passado 

Ayr Aliski, da Agência Estado,

02 de julho de 2013 | 11h40

BRASÍLIA - O Índice de Medo do Desemprego (IMD) aumentou 3,3% em junho de 2013 na comparação com março de 2013. O dado está presente na pesquisa "Termômetros da Sociedade Brasileira", divulgada nesta terça-feira, 2, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ainda assim, a entidade lembra que apesar de registrar aumento em junho, o medo do desemprego mantém-se em patamar historicamente baixo. O índice encontra-se 4,6% abaixo do registrado em junho de 2012.

Mas a CNI adverte que mesmo com o aumento em junho, o Índice de Medo do Desemprego está 4,6% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado. O medo do desemprego aumentou mais em junho na região Norte/Centro-Oeste (considerada uma região única pela pesquisa), onde cresceu 13,2%. No Nordeste, o índice caiu 1,1%. A pesquisa foi realizada com 2.002 pessoas em 143 municípios, entre os dias 8 e 11 de junho.

A CNI alerta também que o Índice de Satisfação com a Vida (ISV) diminuiu 1,5% de março para junho. Realizada trimestralmente, esta mais recente edição do estudo apontou hoje a terceira queda consecutiva no indicador sobre satisfação com a vida. A maior queda, de 5%, foi registrada entre os entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos. A satisfação com a vida só melhorou entre as pessoas que recebem até um salário mínimo. Nessa faixa da população, o índice aumentou 2,9% em junho na comparação com março.

A soma desse dois indicadores - IMD e ISV - leva à interpretação de que os brasileiros estão mais preocupados com o emprego e menos satisfeitos com a vida. E brasileiros menos otimistas e temerosos com o futuro ficam cautelosos e travam o consumo, adverte a entidade. O economista da CNI Marcelo Azevedo afirma que o aumento do medo do desemprego e a queda na satisfação com a vida têm impacto sobre a decisão de compras do consumidor. "Com o ânimo menor, as pessoas podem reduzir as compras e isso dificultará ainda mais a recuperação da atividade econômica", analisa Azevedo.

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