Índice de pobreza na Argentina é de 49,3%, diz Lavagna

Uma semana depois da divulgação do índice da pobreza de 57,5% na Argentina, calculado pelo Instituto de Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), ligado ao Ministério da Economia, o ministro argentino Roberto Lavagna apresentou um índice mais baixo em 8,2 pontos porcentuais: 49,3%. Roberto Lavagna considera que existem erros nos cálculos do Indec e colocou uma equipe de assessores para elaborar seus próprios índices. As diferenças se devem principalmente aos cálculos do valor da cesta básica de alimentos. Em vez de usar o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o ministério criou um novo indicador, chamado de Preços Intermediários, calculado sem incluir os grandes supermercados. O argumento do ministro é o de que os pobres não têm dinheiro suficiente para fazer compras em supermercados; a distância entre os supermercados e as regiões habitadas pelos pobres é muito grande; e, por falta de dinheiro, a população pobre compra nos comércios pequenos locais, a prazo, com o uso da chamada "caderneta". Desta forma, a equipe de Lavagna identificou os preços mínimos da cesta de alimentos e as diferenças são grandes. Enquanto a cesta básica custava 105 pesos (3,18 pesos por dólar) em novembro, pelos Preços Mínimos custava 72 pesos e pelos Preços Intermediários, o método de Lavagna, 89 pesos. Isso significa que os pobres encontrados pelo ministro precisam de 14% menos de dinheiro para sobreviver, do que o calculado pelo Indec. Ao invés de 19,8 milhões de pobres, a Argentina teria 17 milhões, segundo a metodologia de Lavagna.

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