Índice de preços ao produtor nos EUA sobe mais que previsto

As pressões inflacionárias vindas da cadeia produtiva nos Estados Unidos mantiveram-se moderadas em abril, a despeito do vigoroso crescimento da economia, o que chancela a análise do Federal Reserve de que não há necessidade de promover uma alta acelerada da taxa de juros neste ano. O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços aos produtores (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,7%, em abril, o que correspondeu ao maior aumento em um ano. Mas a alta foi motivada, principalmente, ao aumento dos preços de energia. O núcleo do índice, que expurga os custos com energia e alimento, subiu apenas 0,2%, repetindo o aumento verificado em março e confirmando os prognósticos dos analistas consultados pela Dow Jones. O PPI cheio, no entanto, ficou bem acima da alta de 0,3% prevista pelos economistas. O levantamento é coerente com outros índices recentes sobre inflação, que têm mostrado aumento lento, porém sem repiques de preços. A alta do índice cheio do PPI foi motivada principalmente pelos custos de energia, que subiram 1,6% em abril, bem acima da alta de 0,6% de março. Excluindo apenas o grupo de energia, o PPI teria subido 0,5%.Os preços de alimentos, por outro lado, subiram 1,4%, impulsionados, principalmente, pelo aumento de 10,4% do leite e derivados. Essa alta foi a maior desde o verão de 1946. O PPI reflete os preços pagos pelas fábricas, mineradoras e empresas de energia e pode servir como referencial para os custos aos consumidores daqui a seis meses. Por esse motivo, o índice é acompanhado com atenção pelos investidores. No entanto, o Federal Reserve tem argumentado que os preços para os consumidores finais devem seguir moderados nesse ano, dando espaço para que a taxa de juros no país suba de maneira gradual. As informações são da Dow Jones.

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