Índice de Preços no Varejo sobe 0,39% em fevereiro

O Índice de Preços no Varejo (IPV), apurado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), registrou alta de 0,39% em fevereiro em relação a janeiro e ficou dentro das estimativas da entidade. O índice fechou abaixo do verificado no primeiro mês de 2004 (1,67%). No ano, o acumulado é de 2,55%. Os produtos não-duráveis - de limpeza, farmacêuticos e alimentícios - e os de vestuário foram os principais responsáveis pelo aumento menor do índice no mês passado. Ao contrário do ocorrido em janeiro, o grupo de não-duráveis registrou queda de 0,72% e foi o único a apresentar redução dos preços entre os cinco grupos pesquisados. Os produtos de limpeza doméstica lideraram as variações negativas deste segmento, com baixa de 1,82%. Os produtos alimentícios inverteram a tendência apresentada no primeiro mês do ano, quando subiram 0,74%, e registram redução de 0,79% em fevereiro. De acordo com a Federação, isto ocorreu por interferência da variação dos preços dos produtos in natura, puxados pela cotação do mercado internacional. Um dos maiores aumentos de fevereiro registrados pela Fecomercio foi o do setor automotivo - autopeças e veículos novos - cuja variação alcançou 1,95%. Segundo os economistas da Federação, a exemplo do ocorrido em janeiro, os repasses e a venda de modelos 2004 ainda interferiram no aumento de preços deste grupo. Os veículos novos apresentaram alta de 1,80% no período, também sob pressão da iminência do fim do acordo de redução do IPI. O grupo de duráveis - eletrodomésticos; e móveis e decorações - também contribuiu para o resultado do IPV no mês passado, com elevação de 1,26%. O segmento de móveis e decorações, com alta de 3,35%, foi o maior responsável pela variação positiva do grupo. Apesar disto, a expansão dos preços do segmento foi menor que a de janeiro, quando o segmento teve alta de 5,86%. De acordo com os economistas da Fecomercio, o repasse de custos no segmento de eletrodomésticos mostrou-se mais fraco nestes primeiros meses do ano porque a demanda por esses produtos tem sido muito baixa após um fim de ano com leve recuperação. Com variação menor que o índice geral, o grupo de semiduráveis apresentou alta de 0,35%, pressionado pelo segmento de calçados, único do setor a apresentar aumento (2,53%) no período. Puxados pelo fim da estação de alto verão, os outros dois segmentos, vestuário e tecidos, registraram quedas de 0,20% e 0,59%, respectivamente. Segundo a assessoria econômica da Fecomercio, a redução verificada nestes segmentos acompanha a tendência verificada no período, marcado ainda por liquidações de produtos. Com o resultado de fevereiro, o acumulado de 12 meses alcança 10,22%, voltando ao patamar de dois dígitos. Para este ano, a assessoria econômica da Fecomercio avalia que o IPV anual feche em cerca de 7%, um pouco acima da meta oficial do governo, medida pelo IPCA, de 5,5% no período.

Agencia Estado,

03 Março 2004 | 12h35

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