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Índice de reajuste do aluguel tem terceira deflação consecutiva

IGP-M apresentou deflação de 0,61% em julho, de acordo com a FGV; no ano, índice acumula alta de 1,83%; em 12 meses, de 5,32%

Gustavo Santos Ferreira, Mario Braga, Economia & Negócios e Agência Estado

30 de julho de 2014 | 08h00

Atualizada às 8h45

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apresentou a terceira deflação seguida em julho - informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 30. A queda do mês foi de 0,61%. O índice é utilizado para reajustar o preço do aluguel.

Em maio, o recuo foi de 0,13%; em junho, de 0,74%. No ano, a alta acumulada é de 1,83%; em 12 meses, de 5,32%.

 

  Esse resultado ficou acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, serviço de pesquisas da Agência Estado, que variou entre as quedas de 0,41% e 0,56%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M diminui a queda de 1,44% em junho para o recuo de 1,11% em julho. Na mesma base de comparação, o IPC-M desacelerou de alta de 0,34% para 0,15%. O INCC-M também reduziu o ritmo de alta de 1,25% para a elevação de 0,80%.

IPA. O Índice de Preços ao Produtos Amplo (IPA) caiu 1,11% em julho. Assim como o IGP-M, diminuiu o ímpeto de sua queda, que havia sido de 1,44% em junho. O IPA acumula alta de 0,32% no ano; e de 4,52% em 12 meses.

Os preços dos produtos agropecuários no atacado caíram em julho 2,66%. A queda foi menos intensa que em junho, quando apresentou força de 3,73%. Os preços de produtos industriais caíram 0,53%, número bem próximo da queda passada, de 0,55%.

Bens intermediários ficaram 0,26% mais baratos em julho, de acordo com o índice, que havia recuado 0,34% em junho. Bens finais recuaram 0,71%, após a retração anterior de 1,53%. O custo das matérias-primas brutas diminuiu 2,60% ante o recuo de 2,63% de junho.

IPC. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro componente do IGP-M, subiu 0,15% em julho. Em junho, havia avançado 0,34%. De acordo com boletim da FGV, a desaceleração pode ser explicada pelos gastos com educação, leitura e recreação, que caíram 0,04%, em julho,  após subirem 0,62%, em junho.

Aprofundando a análise nesse item, o recuo de preços da passagens aéreas foi ainda mais significativo: caíram 13,11% em julho. No mês anterior, houve alta de 2,98%.

INCC. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) em julho subiu 0,80%, nível inferior aos 1,25% registrados em junho. Os gastos com materiais, equipamentos e serviços subiram 0,45%, ante 0,37% de junho. A mão de obra, por sua vez, ficou 1,11% mais cara em julho. Em junho, esse preço havia subido 2,05%.

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