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Índice de reajuste dos aluguéis sobe 0,71% na segunda prévia de abril

IGP-M acumula aumentos de 1,33% no ano e de 3,51% nos últimos 12 meses

Mariana Durão, da Agência Estado

18 de abril de 2012 | 08h25

A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de abril apontou inflação de 0,71%, após ter registrado uma alta de 0,35% em igual prévia do mesmo indicador em março. O resultado, anunciado há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa positiva entre 0,51% e 0,70%, e também superou a mediana estimada, de 0,61%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M. O IPA-M subiu 0,77% na prévia anunciada há pouco, após subir 0,32% em igual prévia do mesmo índice em março. Por sua vez, o IPC-M teve alta de 0,52% na segunda leitura de abril, em comparação com o aumento de 0,43% na segunda prévia do mês passado. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou taxa positiva de 0,82%, após registrar elevação de 0,29%, na mesma base de comparação.

O resultado acumulado do IGP-M é usado no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de abril, o IGP-M acumula aumentos de 1,33% no ano e de 3,51% nos últimos 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi do dia 21 de março a 10 de abril. Mão de obra

O ritmo de alta do custo da mão de obra na construção civil voltou a acelerar na segunda prévia de abril do IGP-M. Na elevação de 0,82% do INCC, a parcela referente à mão de obra pesou. Houve aumento de 1,13% no segundo decêndio de abril, ante leve alta de 0,09% no mesmo período de março.

Já o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação positiva de 0,51%, quase estável em relação aos 0,50% do mês anterior.    

As maiores pressões positivas para o INCC vieram de ajudante especializado (de 0,00% para 1,13%), servente (de 0,12% para 0,97%), pedreiro (de 0,08 para 1,32%), carpinteiro (de 0,09% para 1,23%) e engenheiro (de 0,50% para 1,04%).

Em contrapartida, as maiores pressões negativas foram de metais para instalações hidráulicas (de -0,01% para -0,25%), aluguel de máquinas e equipamentos (de +0,10% para -0,03%), madeira para telhados (de +0,26% para -0,07%) e ladrilhos e placas para pisos (de +0,14% para -,003%).

O INCC acumula alta de 2,30% nos quatro primeiros meses do ano. Em 12 meses, a alta do índice é de 7,93%. O índice relativo a mão de obra registra alta de 2,89% até abril e 11,81% em 12 meses. Já materiais, equipamentos e serviços subiram 1,70% no ano e 4,25% nos últimos 12 meses.

(Atualizado às 9h33)

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