Índice do aluguel sobe mais do que o esperado em outubro

IGP-M registra alta de 0,98%, pressionado pelo reajuste mais forte dos preços no atacado, segundo a FGV

Reuters

30 de outubro de 2008 | 08h12

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acelerou mais que o esperado em outubro, refletindo, em boa medida, um reajuste mais forte dos preços no atacado. O indicador teve alta de 0,98% neste mês, ante avanço de 0,11% em setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. Analistas consultados pela Reuters esperavam alta de 0,93%, de acordo com a mediana e a média das estimativas de 27 analistas. Os prognósticos variaram de 0,75% a 1,05% de alta.  Veja também:Copom decide manter taxa selic em 13,75% ao ano sem viésEntenda a disparada do dólar e seus efeitosDe olho na inflação, preço por preçoEntenda os principais índicesA crise dos alimentos A taxa acumulada do índice é muito usada para cálculo de reajustes nos preços de contratos de aluguel. Até outubro, o IGP-M acumula elevações de 9,53% no ano e de 12,23% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M desse mês foi do dia 21 de setembro a 20 de outubro.Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) registrou alta de 1,24% em outubro, ante avanço de apenas 0,04% em setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,25%, seguindo a queda de 0,06% no mês passado. Os alimentos voltaram a ser a principal razão para o aumento dos custos no varejo.  Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou variação positiva de 0,85% , uma leve desaceleração em relação ao ganho de 0,95 por cento em setembro.  Atacado Os preços dos produtos agrícolas subiram 0,48% em outubro, após registrarem queda de 2,09% em setembro, no âmbito do IGP-M. De acordo com a fundação, ainda no atacado, os preços dos produtos industriais registraram alta de 1,52% esse mês, em comparação com o avanço de 0,84% em setembro. Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços das matérias-primas brutas apresentaram alta de 2,09% em outubro, após apresentarem taxa negativa de 1,21% em setembro. Varejo Segundo a FGV, o fim da queda de preços, mensurado pela taxa do IPC, de setembro para outubro (de -0,06% para 0,25%) foi influenciada por elevações de preços mais intensas, ou fim de queda de preços, em quatro das sete classes de despesa pesquisadas, no período. Mas o destaque ficou por conta da movimentação de preços do grupo Alimentação, cujos preços pararam de cair (de -1,04% para 0,13%). Nesta classe de despesa, houve quedas mais fracas e aumentos de preços em hortaliças e legumes (-8,84% para -3,78%), arroz e feijão (-4,34% para 1,87%), carnes bovinas (0,26% para 2,39%) e laticínios (-2,92% para -1,42%). (com Alessandra Saraiva, da Agência Estado)

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