Índice do BC ainda afunda e se descola da projeção do PIB

SÃO PAULO - A atividade econômica, na medição mensal do Banco Central, recuou em março 0,36% sobre fevereiro, mais do que o mercado projetava. O IBC-Br encerrou o primeiro trimestre com um recuo de 1,4% sobre o trimestre anterior e queda de 6,3%, em relação ao primeiro trimestre de 2015.

José Paulo Kupfer, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2016 | 02h54

É preciso lembrar – e mais ainda no momento atual, quando a economia dá os primeiros sinais de ter atingido o fundo do poço – que o IBC-Br, embora seja uma medida aproximada do comportamento do PIB, não se confunde com o indicador do IBGE. Este, medido em bases trimestrais, apura o que efetivamente ocorreu, enquanto aquele também se vale de estimativas e de índices antecedentes, em bases mensais.

Pelo IBC-Br, a economia repetiu, no primeiro trimestre de 2016, o desempenho negativo do último trimestre de 2015. As estimativas para o PIB, no entanto, apontam, no mesmo período, redução no ritmo de queda da atividade econômica. Depois de recuar 1,4%, no último quarto do ano passado sobre o anterior, a variação do PIB, no primeiro trimestre, deve ter observado contração em torno de 0,5%, na comparação com o quarto trimestre de 2015.

Na medição do IBC-Br, o nível de atividade, quando se utiliza a média móvel de 12 meses para aferir o resultado, registra queda sucessiva e ininterrupta há 24 meses, desde março de 2014.

As previsões para o IBC-Br de abril mostram a possibilidade de uma primeira reversão, ainda que ligeira, na já longa trajetória descendente do indicador. 

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