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Índice que mede a inflação do aluguel já reflete a alta do dólar

Avanço da moeda americana influencia aceleração do IGP-M, avaliam consultores

Karla Spotorno, Malena Oliveira, Mário Braga, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 11h54

SÃO PAULO - O avanço do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que acumula alta de 2,03% desde o começo do ano, já reflete o avanço do dólar no mesmo período, segundo consultores. Cotada a R$ 3,23 no fechamento da última sexta-feira, 27, a moeda americana subiu 22,82% nos primeiros meses de 2015. 

No âmbito dos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços por Atacado (IPA) - que integra o cálculo do IGP-M -, o banco Bradesco avalia que a Agricultura e a Indústria foram afetadas pelo repasse da diferença da cotação do real frente ao dólar. 

Em boletim enviado a clientes, o banco destaca as altas de soja e milho e as quedas menores de produtos in natura, entre os itens agropecuários. No caso dos itens industriais, a pressão ficou por conta dos preços de minério de ferro, celulose, metalurgia e químicos.

Para os próximos meses, a expectativa da instituição financeira é de "algum arrefecimento na cadeia agrícola e continuidade da aceleração dos industriais". Este último movimento deve se dar em decorrência da dissipação dos alívios gerados pela queda de petróleo ultimamente, avalia o Bradesco. "Para o IGP-M de abril, esperamos elevação de 0,70%", diz o relatório. 

Os economistas da LCA Consultores preveem que os Índices Gerais de Preços (IGPs) se manterão pressionados também até o abril, sobretudo pelo IPA industrial. Em relatório, eles escreveram que os preços industriais no atacado continuarão acelerando no restante de março e ao longo de abril, especialmente por conta da recente desvalorização do câmbio e também em razão das atuais pressões geradas pelos preços agropecuários, tal como o Bradesco. 

Sobre o conjunto de preços agropecuários no atacado, os analistas afirmam que as "coletas (de preços da LCA) sinalizam alguma perda de fôlego já na próxima leitura, o IGP-DI de março, por conta de taxas mais amenas por parte de milho, feijão, tomate, abacaxi, cana-de-açúcar, banana, ovos e aves. "Acreditamos que este movimento de perda de fôlego deverá ter continuidade em abril", escrevem.

Para a LCA Consultores, os destaques no IGP-DI de março serão a indústria extrativa, por conta do minério de ferro; produtos alimentícios e bebidas; celulose, papel e produtos de pape;, produtos químicos, e metalurgia básica. 

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