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Índice que reajusta aluguéis aponta deflação de 0,46%

Na 2.ª prévia de agosto, commodities provocam a maior queda em 7 meses

Alessandra Saraiva, RIO, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) mostrou deflação de 0,46% em sua segunda prévia de agosto, quase o dobro da queda apurada na prévia de julho (0,27%). Foi a mais intensa queda em sete meses, embora tenha sido mais fraca do que a apurada na primeira prévia do IGP-M de agosto (0,68%). O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, ressalta que fortes quedas nos preços das commodities agrícolas comandaram a deflação, que também reforçou expectativas de um IGP-M anual negativo para 2009. O índice é usado no reajuste de preços de aluguel. O resultado levou a consultoria Tendências a revisar para baixo a projeção do IGP-M de 2009, de -0,30% para -1%. O analista Gian Barbosa observou que a deflação parece estar enfraquecendo, mas em um ritmo mais lento do que o esperado. "Já em 2010, a deflação não deve continuar, pois acreditamos em certa recuperação de preços das commodities no mercado internacional. No entanto, tal movimento não deve trazer preocupação. Projetamos, assim, uma inflação relativamente baixa para o IGP-M do próximo ano, de 3%", disse Barbosa. Em agosto, o cenário de commodities agrícolas mais baratas puxou para baixo a variação de preços atacadistas (de -0,56% para -0,78%), que representam 60% do total do índice e foram os grandes responsáveis pelo recuo na segunda prévia de agosto. "Temos vários exemplos de quedas entre os preços agropecuários. Isso dominou o resultado", afirmou Quadros. Entre os destaques, estão as taxas negativas nos preços de soja (4,25%); trigo (5,97%); e milho (7,62%). Mas nem todos os preços estão em queda no atacado. O economista observou que houve deflação menos intensa nos preços de materiais para manufatura (de -0,25% para -0,18%), e aumentos nos preços de combustíveis, como óleo combustível (11,50%) e querosene de aviação (3,34%). "Esses dois combustíveis foram influenciados pela cotação do petróleo no exterior", observou. Já a queda mais fraca nos preços de materiais para manufatura pode ser explicada pelo atual comportamento do dólar, que não está caindo de forma tão intensa como há alguns meses. O setor conta com alta penetração de importados, cujos preços sofrem impacto cambial. O repasse da deflação no setor agropecuário atacadista já começa a se refletir no varejo. Os preços ao consumidor também subiram menos (de 0,25% para 0,10%), beneficiados por alimentos mais baratos. Já na construção civil os preços subiram menos, por causa de um cenário de mão de obra mais barata e taxas de inflação mais fracas em materiais, equipamentos e serviços.

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