Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Índice que reajusta o aluguel acelera para 1,14% em janeiro

IGP-M inicia o ano pressionado pelos alimentos, tanto no varejo como no atacado; educação e transportes também elevam os gastos do consumidor em janeiro

Mário Braga, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2016 | 08h34

SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou de 0,49% em dezembro para 1,14% em janeiro, divulgou nesta quinta-feira, 28, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado do IGP-M deste mês ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que iam de 0,84% a 1,27%, mas acima da mediana encontrada, de 1,00%. O IGP-M é o índice mais usado para reajustar contratos de locação.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) saiu de 0,39% em dezembro para 1,14% em janeiro. Na mesma base de comparação, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) passou de 0,92% para 1,48%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou de 0,12% para 0,32%, no período. A variação acumulada do IGP-M nos 12 meses até janeiro é de 10,95%. O IPA corresponde a 60% do índice geral, enquanto o IPC tem peso de 3o% e o INCC de 10%.

O IPA apresentou avanço de 1,14% em janeiro depois de acelerar 0,39% em dezembro. O índice acumula aumento de 11,84% nos 12 meses até janeiro. Os preços dos produtos agropecuários no atacado subiram 2,17% em janeiro, após registrarem alta de 1,49% em dezembro. Já os preços de produtos industriais avançaram 0,73% ante deflação de 0,04% no último mês de 2015.

Os preços dos bens intermediários subiram 0,69% em janeiro ante taxa negativa de 0,02% em dezembro. Já a variação dos bens finais foi de alta de 1,84%, após elevação de 1,39% no mês anterior. Os preços das matérias-primas brutas aceleraram, para alta de 0,85% em janeiro, ante retração de 0,31% em dezembro do ano passado.

Consumidor. A principal contribuição para a aceleração registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) veio do grupo Educação, Leitura e Recreação. De dezembro para janeiro, o IPC acelerou de 0,92% para 1,48%. No mesmo período, Educação, Leitura e Recreação saiu de 1,05% para 3,67%, puxado pelo comportamento do item cursos formais (de 0,00% para 6,67%). Curso de ensino superior (de 0,00% para 5,80%) e curso de ensino fundamental (de 0,00% para 7,66%) também tiveram fortes altas.

Segundo a FGV, também foi registrado acréscimo nas taxas de variação de outras cinco classes de despesas. O grupo Alimentação, que acelerou de 1,70% para 2,36%, foi influenciado pelo item hortaliças e legumes (de 10,81% para 19,44%) e tomate (de 11,78% para 32,30%); Transportes, que passou de 0,98% para 1,48%, sob influência de tarifa de ônibus urbano (de -0,26% para 4,44%); Habitação avançou de 0,51% para 0,78%, com destaque para empregados domésticos (0,24% para 1,34%); o grupo Despesas Diversas acelerou de 0,32% para 1,20%, sob influência do item cigarros (-0,03% para 1,55%); e Comunicação avançou de 0,14% para 0,52%, com destaque para pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,30% para 1,41%).

Construção. O INCC-M ficou em 0,32% em janeiro, mostrando aceleração ante a avanço de 0,12% registrada em dezembro. O INCC-M acumula altas de 6,82% nos 12 meses até janeiro.

O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação positiva de 0,52% em janeiro, após o avanço de 0,23% apurado na leitura do mês anterior. Já o índice relativo à Mão de Obra, por sua vez, variou 0,15%, após ter leve alta de 0,02% em dezembro.

Os itens que mais contribuíram para a aceleração do INCC-M de janeiro foram as taxas de serviços e licenciamentos (de 0,00% para 4,10%), esquadrias de alumínio (de 0,50% para 2,14%), vale transporte (de 0,17% para 3,30%), ajudante especializado (de 0,00% para 0,24%) e argamassa (de 0,46% para 1,20%).

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