Índice reflete cenário fraco do 3º trimestre

Análise: Rafael Bacciotti

RAFAEL BACCIOTTI É ECONOMISTA DA TENDÊNCIAS CONSULTORIA INTEGRADA., O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2011 | 03h05

O IBC-Br de setembro ficou estável (0,0%) em relação a agosto, no dado dessazonalizado, depois de ter recuado 0,6% no mês anterior. O resultado veio em linha com a nossa expectativa (-0,1%). Apesar do desempenho muito fraco da produção industrial no período (-2,0%), as vendas no varejo apresentaram bom desempenho (0,6%) permitindo alguma melhora do indicador. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão do indicador passou de 4,0% em agosto para 3,6% em setembro, mantendo-se a trajetória de desaceleração. Esse movimento era em parte esperado tendo em vista as medidas de aperto monetário adotadas desde dezembro de 2010. No entanto, está mais forte que o inicialmente esperado, refletindo também o ambiente internacional mais conturbado.

A perda de ritmo da atividade econômica já dá sinais de que chegou ao mercado de trabalho. Na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE referente a setembro, o quadro negativo para a renda dos indivíduos que não possuem carteira assinada e trabalham por conta própria, por representarem posições sem vínculo formal e, portanto, mais sensíveis às oscilações da atividade econômica, parece ser um primeiro sinal concreto. Outra evidência é a queda dos rendimentos efetivos, conceito que, ao contrário da renda habitual, inclui toda remuneração que não tenha caráter contínuo e mais sensível à perda de ritmo da atividade.

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