Índices asiáticos têm alta após decisão do Fed, dólar recua

Os mercados asiáticos tiveram umaquarta-feira de alta graças ao corte na taxa básica de jurosfeito pelo Federal Reserve na véspera e dois resultadossurpreendentemente bons de dois grandes bancos de investimentoem Wall Street, dando novo sopro de vida para ações do setorfinanceiro. O dólar acompanhou o movimento e caiu, um dia depois deregistrar sua maior alta frente ao iene em uma década. Às 7h45 (horário de Brasília) o índice MSCI da ÁsiaPacífico exceto Japão tinha forte alta de 2,86 por cento, a 438pontos, próximo ao fim dos negócios. A bolsa de Tóquio disparou 2,48 por cento, para 296,2 porcento, sendo que na véspera havia fechado em seu pior patamardesde agosto. Ainda, analistas alertam para o exagero no que tem semostrado uma semana volátil, lembrando que na terça-feiramuitos índices despencaram para seus piores níveis em seismeses em meio aos temores do impacto da crise financeira naeconomia global."O problema nos Estados Unidos é que os bancos não possuemcapital o suficiente para emprestar e não temos tanta certezase as medidas do Fed irão resolver o problema", afirmou DamienBoey, estrategista de ações no Credit Suisse na Austrália. "O que realmente é necessário é que o Fed compre essesativos ruins em circulação. Assim, até este ponto, estamosmuito cépticos a respeito dessa recuperação". Os mercados na Coréia do Sul e Hong Kong subiram 2 porcento. A Índia avançou 1 por cento. Em empresas com forte exportação como a coreana SamsungElectronics figuravam entre as maiores altas com asexpectativas de que o corte do Fed irá aliviar a economia dosEstados Unidos, que muito acreditam já estar em recessão. Ações de empresas do setor financeiro como o HSBC e oMitsubishi UFJ Financial Group também subiram. O corte do Fed contrasta com as atenções dos bancoscentrais asiáticos, voltadas para o combate à inflação, com aChina pedindo aos bancos para segurar mais seus depósitos emreservas em vez de realizar empréstimos. No Japão continua a busca por um presidente do bancocentral depois que o senado rejeitou pela segunda vez umindicado do governo para a posição.

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