Índices dos EUA caem pelo 3o pregão com dados de varejo

As ações norte-americanas fecharam em baixa pelo terceiro pregão consecutivo nesta quarta-feira, derrubadas por papéis de varejistas após dados mostrarem que consumidores gastaram menos na temporada de compras de fim de ano do que em 2011.

RYAN VLASTELICA, Reuters

26 de dezembro de 2012 | 19h44

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,19 por cento, para 13.114 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,48 por cento, para 1.419 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,74 por cento, para 2.990 pontos.

Muitos investidores afirmaram que preocupações sobre o "abismo fiscal" afastaram consumidores das lojas, sugerindo que os mercados podem enfrentar dificuldades para ganhar fôlego até que essa questão seja resolvida.

O índice de volatilidade CBOA teve alta de 4,46 por cento, fechando acima de 19 pontos pela primeira vez desde 7 de novembro.

Algumas das ações que registraram melhor performance em 2012 avançaram, em um sinal de que gestores podem estar "enfeitando" seus ativos ao comprar instrumentos com grandes ganhos para melhorar a aparência de seus portfólios antes de apresentá-los a clientes.

O papel do Bank of America, por exemplo, variou positivamente 2,7 por cento, para 11,55 dólares, nesta quarta-feira.

Vendas relacionadas à temporada de festas cresceram 0,7 por cento de 28 de outubro e 24 de dezembro, frente a um avanço de 2 por cento no ano anterior, de acordo com dados da MasterCard Avisors SpendingPulse.

O índice de varejo do Morgan Stanley recuou 1,8 por cento, enquanto o índice SPDR S&P Retail Trust teve oscilação negativa de 1,7 por cento.

"Com o abismo fiscal pairando sobre nossas cabeças, foi difícil convencer as pessoas a comprar, e agora é difícil convencer investidores de que há qualquer motivo para comprar com a chegada do fim de ano", disse o diretor de operações do Conifer Securities em Nova York, Rick Fier.

O presidente norte-americano, Barack Obama, encurtou suas férias e vai voltar a Washington para um esforço final a fim de negociar um acordo com o Congresso para evitar que o abismo fiscal, conjunto de aumentos de impostos e cortes de gastos automáticos que passam a valer na próxima semana, venha a derrubar a economia a uma nova recessão.

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