Índices dos EUA fecham quase estáveis após Fed alertar sobre abismo fiscal

As ações dos Estados Unidos fecharam praticamente estáveis nesta quarta-feira, anulando a maior parte dos ganhos do dia após o chairman do Federal Reserve, banco central norte-americano, Ben Bernanke, reiterar que política monetária não será suficiente para compensar os danos do "abismo fiscal".

CAROLINE VALETKEVITCH, Reuters

12 de dezembro de 2012 | 19h46

Suas declarações se seguiram ao anúncio de um novo plano de estímulo do Fed, que brevemente elevou o S&P 500 a uma máxima em sete semanas.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,02 por cento, para 13.245 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,05 por cento, para 1.428 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,28 por cento, para 3.013 pontos.

A medida do Fed, a mais recente tentativa de impulsionar a economia dos EUA, vai substituir um programa mais modesto que expira no final deste mês por uma nova rodada de compra de treasuries, ampliando o portfólio da autoridade monetária. A ação é conhecida como "quantitative easing", ou QE.

Em declarações após o anúncio, Bernanke disse esperar que os mercados não tenham de despencar para que se chegue a um acordo para resolver o abismo fiscal.

"Inicialmente, a adição de QE era certamente favorável. Eu acredito, no entanto, que o que ficou aparente na coletiva de imprensa é que ainda há um nível de incerteza em relação à estratégica de saída (e) a eficácia da atual política monetária", disse o vice-presidente sênior do BB&T Wealth Management, Bucky Hellwig.

"Ele reiterou o fato de que a política monetária tem suas mãos atadas quanto a lidar com a seriedade do abismo fiscal".

O índice financeiro do S&P 500, que chegou a subir 1 por cento após o anúncio do Fed, fechou com alta de apenas 0,4 por cento.

A ação do Wal-Mart foi a que mais exerceu peso sobre o Dow Jones, perdendo 2,8 por cento para 68,94 dólares após o governo indiano anunciar um inquérito sobre a companhia.

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