Aly Song/REUTERS
Aly Song/REUTERS

coluna

Carolina Bartunek no E-Investidor: 5 tendências prejudiciais para quem investe em ações

Índices futuros caem após corte de juros pelo Federal Reserve

Após a decisão do banco, presidente Donald Trump, afirmou que os mercados devem ficar "entusiasmados"

Mateus Fagundes e Ricardo Leopoldo, Broadcast/Estadão

15 de março de 2020 | 19h45
Atualizado 15 de março de 2020 | 20h09

SÃO PAULO E NOVA YORK | Os índices futuros de Nova York caem mais de 3% no início do pregão asiático, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) baixar os juros em reunião extraordinária para a faixa de 0% a 0,25%, anunciar um programa de US$ 700 bilhões em compras de ativos e zerar o compulsório bancário nos Estados Unidos. Às 19h06 (de Brasília), o Dow Jones futuro caía 3,34%, o S&P 500 futuro cedia 3,85% e o Nasdaq futuro recuava 3,56%. 

Após a decisão do banco, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os mercados devem ficar "entusiasmados" com a decisão do Federal Reserve de cortar os juros para a faixa de 0% a 0,25% e anunciar um programa de compra de ativos do Tesouro e de hipotecas. "O corte de juros pelo Fed me faz muito feliz e eu quero parabenizar essa decisão", disse, em coletiva de imprensa.

Em entrevista coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o banco espera manter os juros próximos de zero, até que a economia reaja e que os formuladores da política econômica podem ajudar o país a voltar ao normal. Powell também avalia que um dos efeitos do coronavírus será empurrar a inflação para "um pouco mais longe". Segundo ele, a reunião extraordinária deste domingo vai substituir o encontro que estava marcado para esta semana. 

Na avaliação da agência de inteligência financeira Moody's Analytics, o Fed reconheceu que a economia americana está sendo afetada pelo coronavírus e mostrou que está ativo na área monetária. E agora medidas fiscais precisam ser tomadas. 

Segundo Ryan Sweet, diretor de economia em tempo real da Moody´s Analytics, "o Federal Reserve sabe que quanto mais cedo agir é melhor para dar impulso positivo a mercados globais, a partir da Ásia e quer prover toda a liquidez necessária aos mercados e influenciar de forma favorável o sentimento de investidores.”

Já o economista-chefe da Nova Futura, Pedro Paulo Silveira avalia que os mercados globais podem não reagir de forma satisfatória em um primeiro momento à ação extemporânea do Fed. "Vai ser importante para segurar a liquidez, mas não tem garantia de mercados acionários reajam de forma satisfatória neste momento. Os impactos do coronavírus à atividade econômica são muito elevados", afirmou, citando a queda dos futuros de Nova York durante a sessão asiática.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) comentou que o mundo está passando por uma crise sem precedentes. "O banco central americano e o da Nova Zelândia acabaram de baixar os juros e há um esforço global para conter o vírus."

Tudo o que sabemos sobre:
jurosFederal ReserveDonald Trump

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.