Índices setoriais têm mais chances de vingar

Especialistas consultados pela Agência Estado acreditam que o mercado absorveria mais facilmente novos indicadores de setor do que índices gerais de ações. Eles aprovam a discussão, mas ponderam que a idéia tem poucas chances de vingar no curto prazo.Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), MarceloGiufrida, o acompanhamento setorial seria mais interessante, mas depende também do crescimento do mercado de maneira global. "O debate é importante, mas ainda é cedo para o assunto virar realidade no Brasil", afirmou. Giufrida lembrou que, à exceção dos fundos de pensão, os investidores costumam ter poucointeresse pelos indicadores diferentes do Ibovespa. A opinião é compartilhada por Valmir Celestino, gestor de renda variável do Banco Safra. "Eu olharia um novo índice setorial com atenção, mas meus clientes continuariam acompanhando o Ibovespa", comentou. Ele observou que, pelo fato do Ibovespa ser um referencial já consolidado entre os investidores, haveria uma resistência natural a novos indicadores. "O mercado é conservador em certas coisas." Celestino citou, porém, que um novo índice de telecomunicações poderia ganhar terreno com o tempo, pois existem várias empresas nesse segmento com grande volume de negociação em Bolsa.O gestor lembrou, no entanto, que as últimas reestruturações societárias nessas empresas também provocaram grandes mudanças no índice da Bovespa. "Existem tantas companhias fechando o capital (retirando-se da Bolsa) que os novos indicadores poderiam mudar muito em um curto intervalo", completou Roseli Machado, diretora de investimentos da Fator Administradora de Recursos. Para os próximos dois anos, disse,espera-se ainda grandes transformações.

Agencia Estado,

16 de março de 2001 | 16h32

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