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Indígenas mantêm ocupação na usina de Belo Monte

Os cerca de 170 indígenas acampados na Usina Hidrelétrica Belo Monte em Vitória do Xingu, no Pará, reiteraram hoje (30) que não sairão do canteiro de obras, o Sítio Belo Monte, mesmo com a determinação da Justiça Federal. Eles exigem a retirada imediata da polícia do canteiro. O prazo determinado pela Justiça para saída pacífica dos índios terminou às 17h de ontem (29).

FÁTIMA LESSA, ESPECIAL PARA O ESTADO DE S. PAULO, Agencia Estado

31 de maio de 2013 | 08h45

Os índios ocupam o canteiro desde a madrugada de segunda-feira. Eles exigem suspensão dos estudos e das obras nos Rios Xingu, Tapajós e Teles Pires e a realização a consulta prévia, prevista na Constituição e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Hoje (30) o clima foi tenso no sítio. Os índios ameaçavam atear fogo nas instalações da usina, caso a polícia insistisse em cumprir a reintegração de posse. "Enquanto houver a presença dos policiais da Força Nacional, não podemos dialogar", afirmaram os indígenas em carta escrita hoje (30) pela manhã.

Apesar dessa decisão, os manifestantes temem que aconteça o mesmo que ocorreu na ação da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Lá uma ação de reintegração de posse na terra indígena Buriti terminou com a morte de um índio terena na manhã de hoje (30).

Na carta divulgada ontem (29), os indígenas reafirmaram a decisão de radicalizar. "O massacre foi anunciado e só o governo pode evitar", dizia trecho do documento. Até às 18 horas de hoje (30) a determinação da Justiça Federal não havia sido cumprida. A assessoria da Polícia Federal informou que é difícil que essa determinação seja cumprida antes de segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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