Índios podem endurecer contra Belo Monte

Lideranças indígenas das etnias Xikrin, Juruna, Parkanã e Araras do Maia prometem radicalizar na ocupação de obras do Sítio Pimental, da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em Altamira do Pará. É o que falaram, por telefone, após reunião com o diretor-presidente do consórcio Norte Energia, Carlos Nascimento, realizada por mais de 5 horas, no escritório da empresa, em Altamira. Está marcada para o dia 9 de julho a retomada das negociações.

FÁTIMA LESSA , ESPECIAL PARA O ESTADO / CUIABÁ, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h09

Na reunião, os indígenas, que ocupam o Sítio desde o dia 14, apresentaram suas reivindicações. Eles exigem, segundo representante do grupo, "cumprimento imediato das promessas feitas pelo governo e pelo empreendimento, mas até agora não cumpridas". Os índios podem decidir "a qualquer momento parar as obras".

Até a próxima reunião, segundo a assessoria da empresa responsável pela construção da usina, "os pleitos de caráter geral serão analisados pela Norte Energia".

Ato público. Diversas entidades e servidores públicos que estão em greve realizaram ontem ato público unificado em Belém. A manifestação foi contra a política de desenvolvimento do governo federal e para pedir o fim da criminalização de ativistas e movimentos sociais que defendem o Rio Xingu, contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

As entidades defensoras de direitos humanos denunciaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e à Organização das Nações Unidas (ONU), criminalização política e perseguição policial dos militantes que protestam contra a construção de Belo Monte.

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