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Índios prometem reagir contra reintegração de posse em Belo Monte

Essa é a segunda ocupação no mês de maio; em crítica, indígenas dizem que governo não quer aceitar o diálogo

Fátima Lessa, especial para O Estado de S. Paulo,

28 de maio de 2013 | 10h27

CUIABÁ - Um dos principais canteiros de obra da usina hidrelétrica Belo Monte, o Sítio Belo Monte, continua ocupado por diversas etnias indígenas. A ocupação começou na madrugada da segunda-feira, 27. É a segunda ocupação somente em maio, a sexta de 2013 e a 18ª desde quando começaram os trabalhos da usina em junho de 2011. 

"Sabermos quem tem uma reintegração de posse, mas estamos dispostos a reagir contra. Queremos entrar em diálogo. O governo não que nos ouvir", disse por telefone nesta terça-feira, 28, Valdenir Munduruku, uma das lideranças na ocupação.

Na segunda-feira, os índios divulgaram uma carta aberta criticando o Governo Federal. "O seu governo disse que se nós saíssemos do canteiro, nós seríamos ouvidos. Nós saímos pacificamente - e evitamos que vocês passassem muita vergonha nos tirando à força daqui".

Os indígenas também criticam a presença da Força Nacional na região com o objetivo de garantir segurança e apoio para a realização dos estudos de impacto ambiental das usinas no Tapajós. Eles exigem suspensão dos estudos e das obras nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires e que seja realizada a consulta prévia, prevista na Constituição e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em nota informou "que vai utilizar todos os recursos legais, fazendo uso do direito de reintegração de posse concedido pela Justiça Federal, para retomar a sua área dando continuidade ao trabalho das obras do sítio Belo Monte e segurança de todas as trabalhadoras e trabalhadores do sítio Belo Monte".

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