Índios protestam e ameaçam parar obra da usina de Belo Monte

Terminou sem solução a reunião entre índios que ocupam o canteiro da usina de Belo Monte desde o dia 14 de junho e os representantes da empresa responsável pela obra. Os índios permanecem no local e uma nova reunião foi marcada para 9 de julho. Ontem, diversas entidades promoveram um ato público em Belém contra a política de desenvolvimento do governo federal e contra a ameaça de prisão de militantes que participaram de protestos contra a barragem.

FÁTIMA LESSA , ESPECIAL PARA O ESTADO / CUIABÁ, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h09

A Polícia Civil do Pará pediu à Justiça a prisão preventiva de 11 acusados de atos de desordem no canteiro de obras. O Ministério Público Estadual ainda não se pronunciou.

Entre os ameaçados de prisão estão integrantes e assessores do Movimento Xingu Vivo para Sempre, um padre que rezou uma missa e abençoou o encontro, uma freira, um pescador que teve sua casa destruída pelo Consórcio poucos dias antes, missionários indigenistas e um documentarista de São Paulo.

Ontem, sete deles prestaram depoimento na delegacia de Altamira.

Os índios que invadiram a barragem pedem o "cumprimento imediato das promessas feitas pelo governo e pelo empreendimento, mas até agora não cumpridas". Eles ameaçam agir para parar a obra.

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