Indonésia deve superar China como maior importador de açúcar

A Indonésia encontra dificuldades para impulsionar a produção de açúcar, devido à competição por terra e baixos investimentos, o que está obrigando o país a gastar pesado em importações. Isso, aliás, deverá levar o país a superar a China como o maior importador mundial da commodity.

DAVID BROUGH E MICHAEL TAYLOR, Reuters

19 de setembro de 2012 | 14h26

O consumo de açúcar na Indonésia, quarto país mais populoso do mundo com cerca de 240 milhões de pessoas, é visto em alta de cerca de 4 por cento ao ano, de acordo com a Organização Internacional do Açúcar (OIA).

Porém o país não conseguiu aumentar sua produção de açúcar na mesma velocidade das exigências domésticas, ao contrário de outros importadores como China e Rússia, e passou a importar açúcar bruto e a aumentar o setor de refino, ao invés de encorajar as importações de açúcar refinado.

"Estimamos que a Indonésia importe 2,15 milhões de toneladas de açúcar bruto em 2012/13 (outubro/setembro), o que tornará o país o maior importador de açúcar bruto do mundo", disse Sergey Gudoshnikov, economista sênior da OIA.

"Eles estão condenados a buscar importações em maior escala."

Yamin Rahman, diretor executivo da Associação Indonésia da Indústria de Açúcar Refinado, disse: "Nossas importações de açúcar bruto são grandes pois nossa população é grande e nossa produção de açúcar doméstica não é suficiente para atender nossa demanda."

A Indonésia possui oito refinarias, a maioria delas construídas na última década, e duas estão sendo construídas agora.

China e Rússia aproveitaram os altos custos de produção no Brasil, maior produtor, que contribuíram para elevar os preços globais, para desenvolver sua própria produção doméstica.

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