Indonésia estuda possibilidade de deixar a Opep

Questão é estudada porque país não é mais um 'exportador líquido da commodity', segundo presidente

Efe,

06 de maio de 2008 | 03h51

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, anunciou nesta terça-feira, 6, que seu país estuda a possibilidade de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), por não ser mais um "exportador líquido da commodity". "Nossos poços estão secando", indicou durante um discurso retransmitido pela televisão estatal. Yudhoyono disse que comunicou aos governadores e líderes de todas as regiões do país que analisa se a Indonésia deve continuar na Opep ou se deve se retirar "de forma temporária". O presidente considerou que a Indonésia, o único membro asiático da organização, precisa se concentrar em aumentar sua produção doméstica de petróleo, que caiu para menos de um milhão de barris diários. Além disso, nos últimos anos se transformou em importador de petróleo, para satisfazer à crescente demanda energética do maior arquipélago do mundo e do quarto país mais povoado do planeta, com quase 240 milhões de habitantes. A Indonésia, que foi um dos membros mais ativos da organização, admitiu no ano passado que suas reservas de petróleo se esgotarão em 2020. Em virtude disso, o Governo decidiu relançar seu programa de energia nuclear, que tinha paralisado desde a crise financeira asiática de 1997-1998. Também pertencem à Opep, que monopoliza cerca de 40% da produção mundial de petróleo, Argélia, Angola, Equador, Iraque, Irã, Kuwait, Líbia, Nigéria, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

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