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Indústria aposta em mais carros fora dos grandes centros

Em Hortolândia, a 100 km da capital paulista, as vendas de veículos aumentaram 158% entre 2007 e 2013, passando de 932 para 2.411 unidades anuais

Cleide Silva, O Estado de S. Paulo

11 de janeiro de 2015 | 03h00

É no crescimento fora dos grandes eixos urbanos que a indústria automobilística aposta para desovar boa parte da produção das 21 fábricas de automóveis e comerciais leves já instaladas no País e das cinco novas que estão chegando.

A Anfavea calcula que as vendas de automóveis no País saltarão das 3,3 milhões de unidades registradas em 2014 para algo próximo a 7,4 milhões de unidades daqui a 20 anos.

“O crescimento se dará com mais força nas cidades menores do que nas grandes”, afirma o presidente da Anfavea, Luiz Moan. “Por isso alertamos da necessidade de se planejar e não fazer como São Paulo, que não fez um plano diretor pensando na mobilidade”. Hoje, ressalta o executivo, “qualquer obra de mobilidade implica investimentos não só nas próprias obras como em desapropriações”.

Em Hortolândia, a 100 km da capital paulista, as vendas de veículos aumentaram 158% entre 2007 e 2013, passando de 932 para 2.411 unidades anuais, mostra estudo da Anfavea. Com 212 mil habitantes, a cidade recebeu novas empresas nos últimos anos que trouxeram melhor renda para os trabalhadores, informa o prefeito Antonio Meira.

A frota da cidade passou de 38 mil veículos em 2005 para 90 mil atualmente. Congestionamentos ocorrem em áreas mais movimentadas, especialmente nos horários de pico, na parte da manhã e fim da tarde.

“Neste mês iniciaremos um projeto de R$ 50 milhões, numa parceria com o governo federal, para a área de mobilidade”, informa o prefeito. Entre as ações estão a construção de rotatórias, uma ponte estaiada, ampliação de avenidas e pavimentação do 1% de vias que ainda está sem asfalto, informa o prefeito.

O município também desenvolve projeto de incentivo ao transporte público que exige das concessionárias a utilização de ônibus novos, que não andem lotados e fiscalização de cumprimento de horários. “Também estamos construindo mais ciclovias”, ressalta Meira.

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