Coluna

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Indústria argentina desacelera em junho

Crise de energia reduz crescimento da produção e já afeta outros setores

Marina Guimarães, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Pela primeira vez, o presidente Néstor Kirchner reconheceu que a crise energética da Argentina provocou impacto negativo no nível de crescimento industrial do país, no mês passado. Ele, no entanto, tratou de minimizar esse retrocesso no setor. ''''Apesar das paradas na produção e de alguns problemas energéticos que tivemos, em junho a indústria só vai crescer 0,1 ponto porcentual abaixo do que estava inicialmente previsto'''', disse, durante discurso na unidade da General Motors na cidade de Rosário. A indústria argentina, segundo o presidente, vem registrando expansão a um ritmo de 6,4%, na média, o que também era esperado para o mês de junho.Os números oficiais sobre a produção do setor serão divulgados amanhã, pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), mas as consultorias privadas antecipam que a desaceleração, em junho, foi maior que a indicada por Kirchner.No mês passado, a produção industrial cresceu, em média, 5,7% ante o mesmo período de 2006, segundo projeções das consultorias Fundação de Investigações Econômicas Latino-americanas (Fiel), Orlando Ferreres & Associados e Ecolatina. Assim, a queda em relação aos 6,4% é de 0,7 ponto porcentual e não de 0,1 ponto como disse o presidente.Em junho do ano passado, a produção industrial da Argentina havia registrado elevação de 9,9% na comparação anual, enquanto, em maio deste ano, a alta atingiu 6,4%.Esses números diferem dos calculados pela Fiel, para quem, em junho passado, a escassez de energia proporcionou crescimentos inferiores aos divulgados pelo governo. A Ecolatina acrescenta que a falta de energia elétrica vai ''''aprofundar a desaceleração da indústria e afetar vários outros setores'''', especificamente aqueles que são diretamente afetados pelo racionamento.A Fiel e a Ecolatina destacaram em seus relatórios sobre o assunto que os setores mais prejudicados pela crise de energia na Argentina foram: químicos básicos, petroquímicos, plásticos, agroquímicos, siderurgia, papel e celulose.

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